Aula 12 - A Vida de Oração

A oração é descrita como o ato de 'invocar o nome do Senhor’ desde os dias de Sete (Gn 4.26) até a época em que o 'Senhor’ se revelou como o Salvador, Jesus Cristo (Jl 2.32, com Rm 10.9,12,13).

Texto Bíblico
Lucas 11.1-4; Mateus 6.5-13

Destaque
"Naquela ocasião Jesus subiu um monte para orar e passou a noite orando a Deus” (Lc 6.12).

LEITURA DEVOCIONAL
SEG. Lc 6.12
TER. Mt6.6
QUA.SI 4.3
QUI. Tg 4.1-3
SEX. Mt 7.11
SÁB. Mc 11.24
DOM. Tg5.16
OBJETIVOS
Apontar a vida de Oração de Jesus, mesmo sendo o Filho de Deus; Demonstrar como devemos nos comportar quando falarmos com Deus em oração;
Ensinar o modelo de oração que Jesus ensinou aos discípulos.
 
Material Didático
Caixa de papelão

Quebrando a Rotina
Professor, ter uma vida de oração é essencial para aprofundarmos a nossa comunhão com Deus e também para estarmos revestidos do poder do Alto para lutarmos contra as hostes espirituais da maldade que combatem contra a nossa fé. Portanto, para aprimorar o conhecimento de seus alunos a respeito da oração, proponha a seguinte atividade: traga uma caixa para a sala de aula e coloque nela diversas  tiras de papel, escritos vários pedidos de oração: pelos adolescentes que estão afastados; pela vida espiritual de cada aluno da classe de adolescentes; pela vida dos professores de Escola Dominical; pelas famílias da igreja etc. Depois, peça que cada aluno retire da caixa um pedido pelo qual fará a oração. No final da aula, reúna todos os alunos em círculo e dê a oportunidade de orarem pelas causas que sortearam. Explique que, se quisermos vencer os obstáculos que se colocam diante de nós nesta vida, devemos ter uma vida de Oração.

ESTUDANDO A BÍBLIA
Prezado professor, na aula desta semana, vamos aprender a respeito da importância de uma vida de oração. Jesus ensinou os seus discípulos que deveriam vigiar e também orar. O mestre de Nazaré não desmereceu estes fatores pela ordem que os declarou, mas quis deixar claro que tais atitudes dependem uma da outra. Na mesma medida que precisamos orar também devemos nos colocar em vigilância, a fim de que tenhamos uma vida espiritual saudável na presença de Deus. Professor, estimule seus alunos a terem uma vida de oração. Lembre-os que tudo quanto pedirem a Deus devem refletir se tais coisas estão de acordo com a vontade de Deus ou não. Por mais bem intencionados que pareçamos ser, os nossos anseios devem estar sujeitos à soberania de Deus. Atualmente, as pessoas pedem algo a Deus e esperam que Ele faça exatamente como desejam, ou mesmo, que façam de uma hora para outra. É importante enfatizar que estamos falando com o nosso Deus que é Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele merece ser honrado, e o seu tempo não é o mesmo dos homens, sua maneira de agir também é totalmente diferente do que a mente humana pode imaginar. Por isso, devemos aprender aceitar a vontade e o tempo de Deus em tudo quanto nos colocarmos diante dEle em oração.
 
Os Evangelhos relatam que Jesus, o Filho de Deus, tinha uma vida de oração. Ele sabia que para cumprir na íntegra a missão que o Pai o designou, precisaria do auxílio do Espírito Santo. Por isso, o Mestre de Nazaré se dedicava em orar ao Pai, a fim de que todas as suas decisões e ações fossem dirigidas por Ele. Na lição desta semana, vamos aprender que Jesus ensinou aos seus discípulos como eles deveriam se dirigirão Pai em oração, pois o mesmo Pai anseia por ouvir os seus filhos e atendê-los em suas necessidades.

Uma vida de oração
Apesar de ser o Unigênito Filho de Deus, Jesus tinha uma vida de oração. Há várias situações em que o Mestre se colocava diante do Pai em oração. Foi assim quando estava por escolher os doze discípulos para a obra do ministério apostólico (Lc 6.12). Jesus passou a noite em oração antes de tomar a decisão crucial para organizar a Igreja futuramente.

Nas Escrituras, Jesus Cristo se retirava muitas vezes para orar sozinho em regiões desertas, a fim de se preparar para momentos de intensos milagres, prodígios e maravilhas (Mc 6.45,46; 7—8). A atividade ministerial era muito intensa e Ele precisava aproveitar os poucos momentos que estava sozinho para ficar em oração e comunhão com o Pai.

Além disso, Jesus também orou pelos seus discípulos para que eles estivessem em perfeita unidade com o Pai, a fim de que o mundo conhecesse a Deus por intermédio do testemunho deles (Jo 17). O Mestre sabia que os discípulos enfrentariam as forças espirituais do mal e que ainda não estavam preparados para suportar tamanha opressão.

AUXÍLIO TEOLÓGICO
O que significa oração?
A terminologia da oração é rica e variada na Bíblia Sagrada. 0 termo geral hebraico é tepilla, de uma forma do verbo palal; o termo grego é proseuche, onde o passivo médio é proseuchomai. A ideia básica da palavra hebraica é a intercessão, e da palavra grega é o voto, mas essa etimologia não é o mais determinante de seu significado. As duas palavras podem ser usadas de forma abrangente para qualquer tipo de solicitação, intercessão ou ação de graças. A oração é descrita como o ato de 'invocar o nome do Senhor’ desde os dias de Sete (Gn 4.26) até a época em que o 'Senhor’ se revelou como o Salvador, Jesus Cristo (Jl 2.32, com Rm 10.9,12,13). Os cristãos identificam-se com aqueles que invocam seu nome (1 Co 1.2).

[...] A oração mais longa do NT se encontra em João 17. Jesus ora novamente por aquela glorificação que vem com a cruz (vv. 1-5), pelos seus discípulos (vv. 6-19) e pela Igreja Cristã que viria a existir (vv. 20-25). E uma oração pela unidade, porém o objetivo dessa unidade é a missão mundial da Igreja que é 'enviada’ e reunida em um só corpo, 'para que o mundo creia que tu me enviaste’. Dessa forma, foram estabelecidas a vida e a obra da Igreja em todas as épocas, envolvida pela oração de seu Senhor e Sumo sacerdote, que se santificou por ela, entregando-se à morte para benefício dela” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp. 1419-22).

Ele ensinou como devemos orar

O Mestre explicou aos seus discípulos como deveria ser o nosso comportamento ao falarmos com o Pai em oração. Era importante que eles não se comportassem como os hipócritas que gostavam de fazer orações longas de pé, nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros (Mt 6.5). Mas a oração verdadeira deve ser discreta, pois a nossa atenção tem de estar voltada para o Pai que nos observa o coração e sabe as nossas maiores necessidades (v.6).

Outro aspecto da oração que Jesus ensinou se referia a persistência de orar (v.7). Mas isso não significava o uso de vãs repetições, pois Deus conhece o nosso coração e sabe se estamos sendo sinceros ou não na hora que nos dirigimos a Ele. Por isso, a nossa oração deve ser singela e verdadeira diante de Deus.

AUXÍLIO TEOLÓGICO
Oração
O fundamento da oração é o relacionamento pessoal com Deus, nosso Pai. Esse modelo de oração nos ensina como nos relacionamos com Ele. O ato de reconhecermos a Deus como no 'céu’ e 'santificado’ (separado e santo), nos coloca numa disposição mental alinhada com Ele. Isso nos faz lembrar de que devemos ser santos por causa de quem Ele é. 'Venha o teu reino’ é mais do que uma esperança escatológica. Reflete a disposição de nos submetermos à sua vontade, agora que Ele pode governar nossa vida. A busca pelo 'pão de cada dia’ representa tanto a dependência quanto a confiança nEle. Confiamos tanto em Deus que lhe pedimos tão somente o pão de cada dia — e não a abundância. 'Perdoa-nos’ deixa claro a consciência de nossa insuficiência em todas as coisas e a necessidade que temos de contar com o fluxo constante da graça divina. A última frase expressa a disposição de nos relacionarmos com outros assim como Deus se relaciona conosco. A petição finai não deve ser interpretada como uma prova, mas, sim, como mais um reconhecimento de impotência intrínseca. No entanto, ela é equilibrada pela aceitação prazerosa de que nosso Pai é capaz de nos livrar quando a provação chegar. Ele é capaz de nos livrar quando a provação chegar. Ele é maior do que o mal (Satanás). Essa oração do Senhor não é bem uma fórmula para ser repetida, mas uma revelação de atitude com a qual nos aproximamos de Deus, o Pai; uma atitude de respeito, submissão, dependência e de absoluta confiança no Pai de amor” (RICHARDS, Laurence 0. Guia do Leitor da Bíblia, 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.608).

Nosso modelo de oração

Em Mateus 6.5-13, Jesus apresenta aos seus discípulos o modelo da oração que agrada ao Pai. Podemos destacá-la assim:

"Portanto, orem assim: Pai nosso, que estás no céu, que todos reconheçam que o seu nome é santo”’ (y.9). O Mestre inicia a oração ensinando que devemos adorar o Pai. Deus nos ama como um pai ama o seu filho, cuida de nós e anela ter comunhão conosco. Ele nos ama e quer o nosso bem e nos cerca com misericórdia para que amemos fazer a sua vontade.

Venha o teu Reino. Que a tua vontade a feita aqui na terra como é feita no céu!” (v. 10). Ele espera que reconheçamos a santidade do seu nome. Aqui, o nosso Senhor faz referência ao reinado espiritual nos corações dos crentes (Lc 17.21). Este Reino será completamente

estabelecido na sua volta, quando o mal for destruído e Deus criar um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1).

"Dá-nos hoje o alimento que precisamos " (v.11). Quando falamos assim com Deus, estamos reconhecendo que Ele nos sustenta e supre as necessidades. Devemos confiar em Deus, pois Ele proverá todas as coisas.

"Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam" (v.12). E um pedido sincero de alguém que espera o perdão de Deus da mesma maneira que entende que deve perdoar aqueles que lhe fizeram algum mal.

"E não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal. [Pois teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre. Amém!]" (Mt 6.13).

Há momentos na vida que passamos por situações em que a tentação se mostra uma grande inimiga. Mas Deus prometeu que não permitirá que sejamos tentados além daquilo que podemos suportar (1 Co 10.13). Ele é fiel e nos dará forças para vencermos a tentação e fazer o que agrada a Deus.

Por fim, o Mestre encerra a oração adorando ao Pai, a quem pertence o domínio sobre todas as coisas, pois dEle é "o Reino, o poder e a glória, para sempre, Amém!”.

Orando de acordo com a vontade de Deus

A oração que o Senhor Jesus ensinou aos seus discípulos e também para nós, sem dúvida, é repleta de lições de suma importância para uma vida espiritual sadia. Mas é interessante que tenhamos em mente que todas as nossas petições devem estar alinhadas à vontade de Deus.

Tiago, o irmão de Jesus, em sua carta em o Novo Testamento, nos ensina que, muitas vezes, as nossas orações não são atendidas porque pedimos mal, pois o que pedimos tem como objetivo satisfazer as vontades da nossa carne (Tg 4.1-3). Mas o maior problema em nossas orações é o fato de pedirmos com motivações erradas. Devemos refletir se a nossa intenção é apenas satisfazer as nossas vontades ou se é buscar a aprovação de Deus para o que planejamos fazer.

De outro modo, Deus almeja nos abençoar e cumprir o que pede o nosso coração, desde que o que lhe pedimos esteja de acordo com a sua vontade. Por essa razão, o Senhor ensinou: "Que a tua vontade seja feita aqui na terra como é feita no céu” (Mt 6.10). Tal atitude é uma demonstração de submissão e humildade que agrada ao Pai e que, certamente, será recompensada.

Portanto, meu caro adolescente, saiba que Deus deseja responder às suas orações, mas não se esqueça que a vontade do Pai será sempre a melhor opção para você ter um futuro abençoado na presença de dEle. Pense nisso!

Recapitulando
O ministério de Jesus foi marcado pela realização de muitos milagres, prodígios e maravilhas que testificavam que Ele era o Filho Unigênito do Pai, cheio de amor e de verdade. Apesar disso, o Mestre de Nazaré não abriu mão de manter uma vida de comunhão com o Pai Celestial por intermédio da oração. Cristo se esvaziou da glória de Deus e se fez semelhante aos homens em todas as coisas. Em tudo o que realizou, Ele se colocou na total dependência do Pai, a fim de glorificá-lo aqui na Terra. A lição que estudamos hoje nos ensinou que a oração era uma pratica constante no ministério terreno de Jesus. Você também, meu amigo, deve ter uma vida de oração para que nunca perca a sintonia com Deus.

Refletindo
1. Você tem o hábito de orar a Deus antes de tomar decisões?
Resposta pessoal.

2. O que pode impedir a nossa oração de ser respondida?

R: A falta de simplicidade e sinceridade.

3. Por que algumas pessoas insistem em pedir algo a Deus e não recebem?
R: Porque não estão pedindo de acordo com a vontade de Deus.

Veja também:

Aula 2: Uma Pessoa Especial (Adolescentes)

Aula 3: O Filho Amado e Obediente (Adolescentes)


SUGESTÃO DE LEITURA:
=> Lições Bíblicas Dominical – Adultos – Aqui
=> Lições Bíblicas Dominical – Jovens – Aqui
=>Lições Dominical em Áudio - Aqui

Trimestres: 1º Trimestre – 2020 /
- Tema do Trimestre: Jesus Cristo, o Melhor Modelo
- Classe: Adolescentes
- Lições da Revista do Professor
- Editora: CPAD
- Contribuindo com a EBD: Escola Bíblica Dominical


Imagens de tema por PLAINVIEW. Tecnologia do Blogger.