Subsídio Teológico: A Queda do Ser Humano

No que acredita As Igrejas Assembleias de Deus em relação ao pecado? O que significa Queda do Ser Humano ou Queda no Éder? Essas e outras perguntas poderão ser respondidas dento do assunto de hoje.
 APROFUNDE SEU CONHECIMENTO:

Subsídio Bíblico: Lição 5 - A Unidade da Raça Humana

Subsídio Bíblico: Lição 4 - Os Atributos do Ser Humano


I - O QUE SIGNIFICA QUEDA DO SER HUMANO
As expressões “queda do ser humano”, “queda no Éder” e ‘queda do homem”; são expressões teológicas para designar o momento em que o pecado entrou no mundo por meio do primeiro casal, Adão e Eva: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo" (Rm 5.12). Os dois foram criados em total inocência e não conheciam o mal antes de desobedecerem a Deus (Gn 3.5).
 
Foi dada a Adão a ordem de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal: “porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.17); ele, contudo, podia comer livremente de toda a árvore do jardim (Gn 2.16).

O casal desobedeceu a Deus, pois a serpente, identificada em Apocalipse como diabo e Satanás (Ap 12.9), entrou em cena e enganou Eva (2 Co 11.3; 1Tm 2.14). E foi assim que a humanidade conheceu experimentalmente o mal: "Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente" (Gn 3.22).[1]

1. Conceito de pecado.
São dois os termos genéricos para "pecado". Um deles aparece em hebraico no Antigo Testamento; é o substantivo chatá, o pecado jaz à porta" (Gn 4.7), cuja ideia básica é "errar o alvo", do qual deriva o verbo: "todos atiravam com afunda uma pedra a um cabelo e não erravam" (Jz 20.16); “E erra o alvo quem é precipitado" (Pv 19.2 - TB).

O segundo termo é o seu correspondente grego hamartia, que, embora sem conotação moral no grego clássico secular, aparece com tal sentido na Septuaginta e no Novo Testamento: "todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens" (Mt 12,31). O pecador erra o alvo ou o objetivo da vida que Deus coloca diante dele. Há, ainda, inúmeras outras palavras que expressam o pecado, como transgressão (Gn 31.36), impiedade (Rm 1.18), maldade (Rm 6.19), perversidade (Is 59.3), engano (At 13.10), sedução (Pv 7.21;Mt 13.22), iniquidade (Êx 34.7), injustiça (1 Jo 1.9) e incredulidade (1 Tm 1.13; Hb 3.19).

2. A origem do Pecado.
O pecado já existia mesmo antes da criação de Adão e Eva. Originou-se no coração de um querubim ungido (Ez 28.14,15), que, juntamente com um grupo de anjos (AP 12.7-9), rebelou-se contra Deus, razão pela qual os insurgentes foram expulsos do céu (Is 14.12-14; Lc 10.18). O querubim ungido tornou-se Satanás, que quer dizer "inimigo", sendo, também, denominado Diabo, nome que significa "caluniador". Quanto aos anjos que se rebelaram, tornaram-se demônios. Entendemos que a primeira manifestação do pecado aconteceu na esfera angelical.
 
O pecado não é causado por Deus: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta" (Tg 1.13). Deus está longe de toda impiedade e injustiça: “Longe de Deus a impiedade, e do Todo-poderoso, a perversidade!" (Jó 34.10); “e não há nele injustiça" (Dt 32.4; Sl 92.15). As pessoas são tentadas quando atraídas e enganadas pela própria cobiça. Quando a cobiça é concebida, dá à luz o pecado (Tg 1.14,15). Eva foi seduzida e enganada.

3. O pecado de Adão.
Adão não foi criado impecável, nem pecaminoso, mas, sim, perfeito: "Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções" (Ec 7.29). Deus dotou Adão do livre-arbítrio, com o qual ele era capaz tanto de obedecer quanto de desobedecer ao Criador (Gn 2.16,17). Ele escolheu desobedecer a Deus, e a sua queda arruinou toda a humanidade, distanciando-a de Deus: ״Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). A iniquidade de Adão, a qual nós chamamos de pecado original, contaminou toda a raça humana; em consequência disso, á humanidade tornou-se universal e totalmente degenerada, pois todos os seus descendentes nascem em pecado (Rm 5.12); todos nascemos em transgressão (Sl 51.15). Deus, entretanto, prometeu o Redentor ainda no jardim do Éden, quando anunciou a vinda da "semente da mulher" para esmagar a cabeça da serpente (Gn 3.15). Apesar de corrompida pelo pecado, a natureza humana pode ser eficazmente regenerada por Cristo: "se alguém está em Cristo, nova criatura é: as. coisas-velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17); "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.10); o nosso corpo pode ser o templo do Espírito Santo (1 Co 6.19).

4. Sobre a universalidade do pecado.
O pecado original (o pecado de Adão e Eva), no sentido estrito da palavra, diz respeito à primeira transgressão do ser humano à Lei de Deus. É, no entanto, usado geralmente para designar a pecaminosidade universal e hereditária do gênero humano desde a queda de Adão.

O pecado de Adão afetou toda a raça humana: "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5.12).

A Queda no Éden  arruinou toda a humanidade tão profundamente que transmitiu a todos os seres humanos a tendência ou inclinação para o pecado. Não somente isso, contaminou toda a humanidade: "não há um justo sequer" (Rm 3.10); “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). A natureza moral foi corrompida (Gn 6.5,12), e o coração humano tornou-se enganoso e perverso (Jr 17.9).

O ensino paulino fundamenta-se nas Escrituras do Antigo Testamento (Sl 51.5; Sl 58.3) que descreve a corrupção geral da humanidade (Sl 14.1-3;53.1-3). O apóstolo Paulo, por revelação divina, desenvolveu esse pen- sarnento tornando tal doutrina mais clara. Seu ensino é de que a morte originou-se na raça humana por causa do pecado de Adão: "no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.17); "até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gn 3.19). Isso esclarece a razão pela qual "o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23).

Como a morte é universal, aí está a evidência incontestável da universalidade do pecado. E assim temos a triste realidade: ״todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). Quando, porém, somos advertidos de que a morte é consequência do pecado, o apóstolo imediatamente apresenta a tranquilizadora mensagem: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 6.23).

Subsídio bíblico exclusivo para a Escola Dominical - classe dos Adultos. Subsídio para a Lição: 7 | Revista do 1° trimestre de 2020 | Leia Mais Aqui



[1] Declaração de Fé das Assembleias de Deus, 1ª edição de 2017 – CPAD, P.99


Imagens de tema por PLAINVIEW. Tecnologia do Blogger.