Estratégias para manter os Jovens Interessados na Aula da Escola Dominical

O contingente jovem do Brasil ultrapassa 34 milhões de pessoas entre 15 a 24 anos de idade (IBGE/2010). Os dados apontam para relevância da temática e o tamanho do desafio das Assembleias de Deus para com os jovens na Igreja. 

Em termos gerais, a conceituação de juventude refere-se à fase de vida situada entre a infância e a idade adulta. Portanto, um período com características peculiares de profundas transformações de ordem biológica, social, psicológica, moral e espiritual. Trata-se de uma etapa em que o indivíduo busca afirmação da identidade e a consolidação do caráter. As escolhas realizadas nesse estágio implicarão no futuro, tanto como fator de crescimento ou limitação da vida adulta. Ciente desta realidade, a Escola Dominical deve envidar esforços e se apresentar | como segmento de educação norteador na formação cristã de nossa juventude. Para alcançar tal objetivo é necessário desenvolver estratégias para manter o jovem interessado e assíduo nas aulas da ED.
Nesse artigo, apresentamos três princípios elementares de comprovada eficácia:

1. Reconhecer a complexidade da faixa etária.

Os termos adolescência e juventude, por vezes, são usados no Brasil como se fossem sinônimos. Em consequência, suas semelhanças e diferenças nem sempre são esclarecidas. Para mostrar a complexidade da questão usaremos os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), onde a adolescência é vista como um processo biológico de desenvolvimento cognitivo e estruturação da personalidade que se divide em pré-adolescência (10 aos 14 anos) e de adolescência propriamente dita (15 a 19 anos).

E, a juventude é identificada como uma categoria sociológica em processo de preparação para assumir o papel de adulto no plano familiar e profissional, compreendendo a idade dos 15 aos 24 anos (OMS/ OPS, 1985). Percebe-se pela análise do recorte etário que a categorização da idade que compreende o período da adolescência se sobrepõe e se confunde com o da juventude.

Resumo:
Pré-adolescência - 10 aos 14 anos
Adolescência - 15 a 19 anos
Juventude - 15 aos 24 anos

Veja também:

- Ensino e Aprendizagem: Responsabilidade Recíproca

- A Fundação da Escola Dominical



No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece adolescência entre os 12 e 18 anos incompletos. Esta classificação deixa subentendido que a juventude começa depois de completados os 18 anos, sendo esse o indicador adotado pelo currículo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).

O consenso é de que a juventude se inicia na adolescência e avança gradativamente até a idade adulta. Durante esse processo não existem garantias que todos alcançarão a maturidade e nem tampouco a suposta idade em que isso acontecerá. Afinal, as teorias são subjetivas e a socialização humana acontece de modo diverso.

A relevância do entendimento desta complexidade está em alertar o professor para não ficar refém de conceitos estereotipados, e sim, tratar com esmerada atenção e respeito os limites individuais e a cadência de aprendizado de cada um de seus alunos.

2. Contextualizar as temáticas em sua totalidade.
Embora, como afirmado acima, não se deve rotular e nem formatar o modo como o jovem se desenvolve, sabemos que a juventude não aprende como aprendem os adultos. Em vista disso, contextualizar as temáticas abordadas em sala de aula se constitui emagente de motivação para o aprendizado entre os jovens.

Contextualizar significa pôr no contexto, ou seja, analisar os fatos dentro do tempo e espaço em que aconteceram e ao mesmo tempo aplicá-los à realidade atual.
Os alunos são desestimulados e perdem o interesse quando o professor limita sua aula aos aspectos históricos e doutrinários. Portanto, para manter uma turma interessada requer-se do professor domínio do tema e aplicação atualizada da lição ministrada.

O professor precisa estar ciente que seus alunos vivem um período de transição entre a dependência e a maturidade, cercados de dúvidas, incertezas e esperanças, somadas a necessidade de realizar-se pessoal, espiritual e profissionalmente. Por isso, torna- -se imperioso apresentar aos alunos questões reais e desafiadoras para que possam buscar soluções. Os debates acerca da aplicação do texto bíblico a realidade pessoal e coletiva são ótimas formas de manter os alunos interessados e afastar o enfado e o desânimo. Grande parcela da juventude sente-se bem em expor suas opiniões e pontos de vista sobre assuntos que retratam o seu dia-a-dia. Ao fazer uso desta estratégia, o professor consegue trabalhar o conteúdo da lição, estimular a participação, desenvolvera compreensão das verdades e princípios bíblicos, e ainda, manter os alunos motivados a retornarem para a próxima aula.

3. Adotar práticas pedagógicas inovadoras

Ratificamos que a ação do professor no espaço de sala de aula é fundamental para conquistar a atenção dos alunos, manter a frequência e assiduidade do jovem na ED. Nesta tarefa, a escolha das práticas pedagógicas tem papel preponderante, pois elas abrangem todo o processo ensino-aprendizagem. Como a faixa-etária da classe jovem é complexa, as ações pedagógicas precisam ser dinâmicas a fim de promover o desenvolvimento dos alunos respeitadas as suas características individuais.

No ambiente da Escola Dominical o grupo de jovens é heterogêneo e o desafio compreende questões culturais, grau de instrução, classe social, estrutura familiar, maturidade espiritual dentre outros fatores. Portanto, o entusiasmo, o amor pelo conteúdo ministrado, o empenho e a forma de dar aula passam a ser o primeiro ponto de contato entre professor e aluno.

No magistério cristão, o professor para além do papel de mediador deve servir de modelo e exemplo a ser seguido. Sua atividade pedagógica não pode ser balizada apenas pelo uso formal de técnicas e métodos educacionais, mas deve proporcionar um clima acolhedor e descontraído no âmbito da sala de aula.

Por exemplo, alternar os momentos de seriedade e descontração e o emprego do bom humor tornam-se boas táticas para despertar o interesse da turma. Estimular a solução de proposições difíceis e a atividade extraclasse instiga a pesquisa de novas fontes e mantém os alunos motivados. Nesse sentido, como ensina as Escrituras, o professor dedicado é comparado ao servo útil que faz além do previsto (Lc. 17.10), isto é, não restringe sua atuação as paredes da sala de aula.

Sua prática pedagógica o leva a visitar seus alunos, a manter contato e ajudá-los na superação de seus conflitos e mazelas. Esta postura faz toda a diferença. Muito mais do que táticas e teorias pedagógicas, a melhor forma de atrair e manter o interesse de qualquer aluno deve, necessariamente, passar pela atitude altruísta e o bom exemplo do professor.
CONCLUSÃO
A monotonia desmotiva o público jovem que tem acesso em tempo real às múltiplas ferramentas da tecnologia da informação. Dessa forma, as aulas na ED precisam ser interessantes, cativantes e surpreendentes. Lembre-se a motivação ou a falta dela é a reação do aluno mercê da atuação de seu professor. Por conseguinte, "se o ministério é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Rm 12.7).

🎯  APROFUNDE SEU CONHECIMENTO:
Lições Bíblicas Dominical – Adultos – Aqui
Lições Bíblicas Dominical – Jovens – Aqui
Lições Bíblicas Dominical – Adolescentes – Aqui
 Lições Bíblicas Central Gospel - Aqui

Artigo: Douglas Roberto de Almeida Baptista / Ensinador Cristão, Ano: 21 - N° 81


Imagens de tema por PLAINVIEW. Tecnologia do Blogger.