Lição 10 – O Espírito Santo e a Edificação da Igreja

Lições Bíblica Dominical Central Gospel | Trimestre: 1° de 2020 | Comentarista: Pr. Geziel Gomes
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Efésios 4.1-13
TEXTO ÁUREO
E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo. Atos 13.52

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2a feira - Efésios 2.1-10
A fé é um dom de Deus
3a feira - 1 Pedro 2.1-25
O povo adquirido
4a feira - Tiago 2.1-13
Os herdeiros do Reino
5a feira - 1 Coríntios 12.12-31
Membros de um só corpo
6a feira - Romanos 12.1-8
Somos membros uns dos outros
Sábado - Romanos 12.9-21
Vença o mal com o bem

OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:
• reconhecer a ação do Espírito Santo no início da Igreja;
• entender que o Espírito Santo promove a unidade da Igreja;
• perceber que o Espírito Santo é quem mantém a Igreja.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, a aprendizagem prepara o aluno para agir por conta própria. Nas escolas, nos cursos e nas universidades, a linha divisória entre a condição de aluno e a emancipação é a formatura. Depois que o aluno recebe o seu diploma, passa a caminhar por si mesmo. Estará ele preparado? A escola se preocupou em direcionar a sua formação para essa perspectiva?

O aluno de medicina agora é médico. O seu trabalho doravante não terá mais a supervisão de um professor. Ele pode vir a ser um ótimo médico ou um profissional muito ruim, mas é inegável que alcançou a titulação acadêmica necessária para o exercício da profissão. Contudo, se não aprendeu a agir por conta própria, jamais será um profissional que se destacará em sua área ou acrescentará algo ao seu ramo de atuação.

O aprendizado lhe concedeu a emancipação, e dele será cobrada a perícia necessária quando situações inusitadas de perigo surgirem (Extraído de: CHAVES, G. V. Educação Cristã — Uma Jornada Para Toda Vida, 2012, p. 59).

VEJA TAMBÉM:
Lições Bíblicas CPAD - Adultos

COMENTÁRIO
Palavra introdutória
Existe um relacionamento muito estreito entre o Espírito Santo e a Igreja. É deveras notável a Sua participação na formação, na direção e na atividade regular dela.
 
Após o dia de Pentecostes, foram estabelecidas igrejas em diversos lugares, a partir de Jerusalém. Elas não eram como as igrejas que conhecemos hoje. Normalmente, as reuniões eram feitas em casas cedidas por pessoas que entendiam o propósito do evangelho de Jesus. Apesar de ser tudo muito primário e rústico, diferente do que vemos na igreja ocidental dos nossos dias, o que ardia no coração daquela gente era exatamente o mesmo que queima em nosso coração atualmente: a chama do Espírito Santo.


No Antigo Testamento, o povo de Israel era conhecido como a congregação de Deus, pois era chamado dentre as ou­tras nações para ser um povo separado para Deus (At 7.38). No Novo Testamento, o verdadeiro início da Igreja de Jesus Cristo teve como marco o dia de Pentecostes, a descida do Espírito Santo, em Jerusalém, quando os crentes estavam reunidos no cenáculo, depois da ressurreição de Jesus (At 2).
A palavra grega para definir igreja é ekklesia, cujo significado é uma assembleia de chamados para fora, ou seja, a igreja é uma instituição que agrega aqueles que recebem Jesus como seu Salvador e são separados do mundo pecaminoso, a fim de viverem para Cristo Co 15.19).

Enquanto Jesus esteve aqui na terra, no exercício do Seu ministério, a Igreja não foi estabelecida. No entanto, após a descida do Espírito Santo, capacitando os cristãos, os discípulos do Senhor finalmente iniciaram a igreja em Jerusalém (At 2.42-47).

1.1.  O Espírito Santo ampliava o alcance da Igreja

O Espírito Santo exerceu a principal liderança no surgimento da Igreja primitiva. Ele acrescentava os salvos (At 2.47), orientava os apóstolos (At 13.2) e enchia todos que ouviam a Palavra e criam nela (At 10.44). Dessa maneira, a presença do Espírito Santo ampliava o alcance da Igreja para além dos limites de Jerusalém (veja os capítulos 13 e 14 do Livro de Atos).

1.2.  O Espírito Santo animava os santos

A perseverança é uma das características mais mercantes da Igreja primitiva. Essa é uma qualidade de resignação e tenacidade que se aperfeiçoa na trajetória da vida, em meio à tribulação e à adversidade, gerando em nós a esperança (Rm 5.3-5).

Mesmo diante das tribulações, o Espírito animava os santos, incentivando-os a continuarem a Sua obra (At 13.52). Hoje, a atual Igreja de Cristo precisa continuar perseverante como a Igreja primitiva, que se manteve fundamentada nos ensinos de Jesus e na comunhão com o Espírito Santo. Esse Espírito é quem nos instrui e nos auxilia no cumprimento desse objetivo (Rm 8.26).

2. O ESPÍRITO SANTO PROPORCIONA A UNIÃO

A ilustração do corpo é a que melhor expressa a constituição da Igreja, ou seja, a forma como ela se organiza: o corpo, Igreja, exerce múltiplas funções, mas é orientada diretamente pelo Cabeça, Cristo (Ef 4.15).


Após a salvação, proporcionada pela graça, por meio da fé (Ef 2.8,9), o cristão deve se integrar à Igreja, formando o corpo de Cristo com os outros irmãos, isto é, a congregação de pessoas que professam a fé no mesmo salvador, Jesus.

2.1.  O corpo formado por diversos membros
O Espírito Santo é o responsável por manter a unidade da Igreja (1 Co 2.13; Rm 8 9,16). Ele é quem a vivifica e concede os dons para sua edificação (Jo 6.63; 1 Co 12.7-11). Então, quando existe desunião ou rebelião no meio do povo de Deus, provavelmente é porque existe alguém que deixou de dar lugar ao Espírito Santo em sua vida (1 Ts 5.19). Um corpo é formado por diversos membros e todos estão interligados uns aos outros, executando suas atividades em comunhão (1 Co 12.25-27).

2.2.  Unidos pela esperança

A esperança do cristão devo estar cm sou futuro encontro com Jesus (Jo 14.1-4). Por isso, necessitamos do Espírito Santo para nos ajudar a esperar por algo que não vemos, mas que nos foi prometido pelo próprio Cristo (Jo 14.2,3). Jesus ocupa a posição de líder da Igreja (1 Co 12.5,6), e o Espírito Santo a guia, ensinando-a a guardar os princípios do Mestre e capacitando-a a realizar a Sua obra.

Paulo declarou que se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens (1 Co 15.19). Manter a unidade é importante, pois, ajudando-nos mutuamente, conseguimos chegar mais longe do que se estivéssemos por conta própria.

2.3.  Unidos pelo batismo

O batismo espiritual consiste em nossa identificação com Cristo, na Sua morte e na Sua ressurreição (1 Co 12.13; Gl 3.27). Quando Paulo utiliza o termo um só batismo, em primeira mão, ele está destacando a imersão do salvo no corpo invisível de Cristo (este ato pode ser chamado de batismo de regeneração).

Entretanto, secundariamente, com base nos mesmos textos, pode-se destacar ainda o batismo nas águas, uma vez que este é uma representação da morte do velho homem para a ressurreição de uma nova criatura, que se dá por meio do arrependimento e da fé no sacrifício de Cristo (Rm 6.3; Ef 4.5).

O batismo é um ato de confirmação da confiança e da esperança que o cristão tem depositado em Cristo, confirmando sua fé em que Ele voltará para buscar Sua Igreja. Essa fé permite ao cristão abdicar da sua própria vontade para deixar que Jesus assuma o controle da sua vida, entregando-se totalmente a Ele (Hb 11.1). Dessa forma, o cristão segue os preceitos de Jesus e pratica a comunhão e o amor com a Igreja (Hb 11.6).

2.4.  Unidos pela regeneração

Embora a regeneração ocorra com o consentimento humano, as Santas Escrituras declaram que o Espírito Santo é quem a promove realmente.

A regeneração é chamada nascer de novo, nascer do Espírito. nascer de Deus, estar em Cristo, ser uma nova criatura (Jo 3.3-6; 2 Co 5.17). Ela está ligada ao arrependimento e ao abandono das práticas pecaminosas, bem como à aceitação de Jesus como o único e suficiente Salvador e Senhor.

Na Bíblia, a história do homem divide-se em três etapas: geração, degeneração e regeneração. A regeneração é a resposta de Deus à investida de Satanás, que imaginou ser impossível a recuperação do ser humano após a Queda. Depois de regenerado, o homem começa a apresentar evidências de ser uma nova criatura. A regeneração é feita pelo Espírito Santo por meio da Palavra de Deus (1 Pe 1.23; Tg 1.18). Ela se tornou indispensável à humanidade em razão do processo degenerativo ocasionado pelo pecado.

3. O ESPÍRITO SANTO MANTÉM A IGREJA



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Muitos teólogos e estudiosos da Palavra discutem sobre a possibilidade de a igreja contemporânea viver com as mesmas características da igreja descrita no Livro de Atos. Essa questão se levanta porque não há semelhanças entre o tempo de hoje com o que se vivia antigamente. Tudo é diferente: a economia, a cultura, a política, o momento histórico etc.

No entanto, a Bíblia continua sendo o registro dos princípios de Deus para toda e qualquer pessoa, independente da cultura dela (Mt 24.35). A mensagem salvadora de Jesus é atemporal e é destinada a todo homem (Jo 3.16). Assim, o Espírito Santo conserva a Igreja acrescentando aqueles que se convertem pela pregação do evangelho de Cristo.

3.1.  Amadurece os santos

Conforme a Igreja crescia com os novos convertidos, os apóstolos perceberam que era necessário discipulá-los e ajudá-los a alcançarem, além da salvação, a maturidade e a capacitação para o serviço no Reino. Os apóstolos investiam na maturidade espiritual da Igreja por meio da conscientização da unidade e do incentivo à prática do amor (At 4.32).

Assim, o corpo de Cristo ia crescendo e amadurecendo para melhor servir ao Senhor da Igreja. A maturidade torna os santos aperfeiçoados no caráter e no serviço, produz a edificação do corpo, a unidade da fé e previne a Igreja contra falsas doutrinas (Ef 4.11-16).

3.2.  Sustenta os cristãos

A igreja de Atos dos Apóstolos era avivada e missionária, por isso ela se empenhava em levar o evangelho por todo o mundo. O Espírito Santo usou o amor como a principal força motivadora dessa igreja e orientou os apóstolos a agirem em comunhão (At 2.42). Dessa forma, a Igreja conseguiu se manter firme diante das tribulações e das dificuldades até chegar aos dias de hoje.

De acordo com o relato bíblico, a Igreja primitiva dava demonstrações abundantes de que o Senhor estava no meio dela. Expressões encontradas no texto indicam uma Igreja voltada para Deus e para a comunhão em tomo do Senhor Jesus, tais como: no partir do pão e nas orações (At 2.42), temor (At 2.43), criam (At 2.44), louvando a Deus (At 2.47).

A união maravilhosa dos cristãos na família de Deus fica evidente nas palavras de Paulo, pois Deus está acima de todas as coisas, operando por meio de todas as coisas e em todas as coisas. Somos filhos dentro da mesma família, amando e servindo ao mesmo Pai, de modo que devemos ser capazes de andar juntos em união. Uma das grandes preocupações de Paulo é que os cristãos não rompam a unidade do Espírito ao concordar com falsas doutrinas (Rm 16.17-20).

A igreja local não pode crer na paz a qualquer preço, pois a sabedoria de Deus é, primeiramente, pura; depois, pacífica (Tg 3.17). A pureza da doutrina não produz, em si mesma, unidade espiritual, pois há igrejas fortes no que diz respeito à fé, mas fracas no que diz respeito ao amor. Por isso, Paulo une as duas coisas: seguindo a verdade em amor (Ef 4.15) (WIERSBE, Geográfica, 2007b, p. 46).

CONCLUSÃO

O Espírito Santo foi o principal responsável pela configuração que a Igreja de Jesus possui atualmente. Ele cuidou do corpo de Cristo e espalhou-o por todo o mundo, a fim de que o evangelho fosse proclamado a toda criatura. Afinal, este é o papel do cristão: exalar o perfume do Mestre por onde passar. Dessa maneira, o Espírito continua administrando e capacitando a Igreja para que ela possa continuar a obra que Jesus começou há tempos.

O Espírito nunca abandonou a Igreja, por isso ainda temos pessoas tementes a Deus e comprometidas com os Seus princípios. O cristão que entende essa maravilhosa provisão divina concebe um coração grato ao Senhor por todo o cuidado que Ele teve até hoje. Agradeça a Deus por todo o amor com o qual nos trata.

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Leia Atos 2.42-47 e informe de quais características da Igreja primitiva não devemos abrir mão?

R.: Perseverança na doutrina dos apóstolos, comunhão, ênfase na oração, solidariedade, intimidade com o sobrenatural e ousadia na evangelização (At 2.42-47).

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