Lição 4 - O Espírito Santo na Antiga Aliança


Lições Bíblica Dominical Central Gospel
Trimestre: 1° de 2020
Comentarista: Pr. Geziel Gomes

TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Isaías 44.1-8
TEXTO ÁUREO
Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas precedentes; donde veio a grande ira do SENHOR dos Exércitos.
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira - 2 Crônicas 15.1-19
O Espírito Santo sobre Azarias
3ª feira - 1 Reis 5.1-12
Deus capacita Salomão com sabedoria
4ª feira - 2 Reis 2.1-11
Eliseu, o profeta da porção dobrada
5ª feira - Isaías 59.1-21
O Espírito do concerto
6ª feira - Ageu 2.1-9
O Espírito dos tempos antigos
Sábado - Miqueias 3.1-12
O Espírito que fortalece o profeta
OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:
• compreender que o Espírito Santo atuou por todo o Antigo Testamento;
• entender que nem sempre Sua ação é visível, clara, explícita e perceptível, mas, apesar disso, o Espírito Santo nunca deixou de colaborar com Deus;
• perceber que o Espírito Santo teve um papel fundamental no plano de Deus e que Ele foi anunciado desde os tempos mais longínquos.

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ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, a educação cristã não deve ser entendida apenas como uma necessidade. Ela vai muito além, pois transforma e lapida caráter, costumes, hábitos e virtudes, e deve tornar-se uma condição de existência, um estilo de vida. Se utilizada em sua acepção mais completa, a educação cristã abrange o homem como um todo e, assim, conduze-o à maturidade no que tange às suas faculdades físicas, morais, intelectuais e espirituais. O Senhor disse a Abraão: Anda em minha presença e sê perfeito (Gn 17.1c). Ninguém pode, entretanto, chegar à perfeição. O que o Senhor disse ao patriarca Abraão foi que há uma meta a ser alcançada, e esta se refere ao desenvolvimento até atingir a maturidade (Extraído de: CHAVES, G. V. Educação Cristã — Uma Jornada Para Toda Vida. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2012, p. 22).

COMENTÁRIO
Palavra introdutória

A Bíblia possui diversos tipos de literatura (história, poesia, profecia, epístolas etc.) e foi escrita por diferentes pessoas em épocas distintas. Apesar disso, cremos que ela é completamente inspirada pelo Espírito Santo, ou seja, acreditamos fielmente em que o Espírito guiou e iluminou os autores durante os relatos dos acontecimentos, independentemente do tempo ou do local onde estavam.

Vimos bem rapidamente, em lições anteriores, algumas citações e algumas referências ao Espírito Santo no Antigo Testamento. Agora, no entanto, traremos uma perspectiva mais panorâmica dentro desse tema. A presença do Espírito Santo de Gênesis a Apocalipse é real, e não temos dúvidas de que Ele age em parceria com Deus desde a eternidade.

Não estudaremos livro por livro do Antigo Testamento. Manteremos, para fins didáticos, as seguintes divisões: Pentateuco, Livros Históricos, Livros Poéticos e Livros Proféticos.

1. O ESPÍRITO SANTO NO PENTATEUCO


1.1.  Em Gênesis
Em Gênesis, lemos que o Espírito de Deus atuou principalmente na criação do universo: e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas (Gn 1.2). A fé cristã começa com a confissão de que Deus é o Criador dos céus e da terra. Na perspectiva cristã, as primeiras histórias de Gênesis estabeleceram o palco para o desenrolar do drama redentor narrado na Bíblia. A cena final desse drama é retratada em Apocalipse, o último livro da Bíblia. O escritor visionário do Apocalipse antevê que, assim como houve um início do mundo, no qual Deus trouxe à existência os céus e a terra, haverá um novo começo — um novo céu e uma nova terra (VARUGHESE, Central Gospel, 2012, p. 71).

1.2.  Em Êxodo
O Livro de Êxodo é fundamental tanto para a teologia judaica como para a teologia cristã. Ele ilustra corno Deus é o Remidor da injustiça, do pecado e da opressão e, portanto, serve como paradigma para todas as redenções futuras. Êxodo nos ensina que Deus é soberano sobre Sua criação e que os seres humanos não podem desacatar Sua vontade nem limitar Seus propósitos.

Em Êxodo, o Espírito Santo aparece como especial cooperador dos propósitos divinos (Êx 31.1-11), capacitando pessoas, por exemplo, na construção do tabernáculo, que representava a maneira como Deus habitaria entre o Seu povo e como a comunhão da nação com Ele deveria ser restaurada depois do pecado. O tabernáculo deveria ser criado exatamente de acordo com as especificações divinas, uma vez que ali seria o lugar onde Deus habitaria entre o Seu povo (Êx 25.8) (HINDSON; YATES, Central Gospel, 2014, p. 73).

1.3.  Em Levítico
Não vemos expressamente escrito o termo Espírito Santo nas páginas de Levítico, contudo, sabemos que esse livro trata da santidade (Lv 19.2). Ele tem como contexto a caminhada do povo de Deus até Canaã, a Terra Prometida. Após o êxodo, o Senhor continuou guiando os israelitas e estabeleceu regras para que eles pudessem servi-lo devidamente.

Santidade significa separado (consagrado). Então, era isso o que Deus estava fazendo com o povo que havia tirado do Egito. Ele estava ensinando-o que era preciso abandonar os costumes e os hábitos pecaminosos: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo (Lv 19.2).

Quando Pedro estava exortando o povo do seu tempo à santidade, ele disse: mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo (1 Pe 1.15,16).

A genuína santificação não é possível sem o Espírito Santo. Ele é Deus, é parte da Trindade e estava presente, ainda que não manifestamente, ajudando aquele povo a seguir seu caminho em santidade.
1.4.  Em Números e Deuteronômio

Números dedica seis capítulos (5—10) a instruções sobre a santificação do povo, depois que a primeira geração de israelitas recén-liberta do Egito perdeu o direito à Terra Prometida devido ao pecado. Também, nesse livro, vemos a ação colaborativa do Espírito na capacitação de homens para o ministério, como vemos no exemplo de Josué, o qual continuaria o trabalho de Moisés na condução do povo a Canaã: Toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele (Nm 27.18).

A teologia de Deuteronômio enfatiza a entrega da Lei como um ato da graça de Deus para que Israel estabelecesse uma comunidade de aliança marcada por retidão espiritual e justiça social. Nesse livro, lemos o relato de que Moisés passou definitivamente sua liderança a Josué. Como em Números, Deuteronômio ratifica que Josué estava cheio do espírito de sabedoria. A tarefa era árdua e o povo tinha um coração duro. Somente o Espírito de Deus poderia ajudá-lo a cumprir os planos divinos (HINDSON; YATES, Central Gospel, 2014, p. 98,108).

2. O ESPÍRITO SANTO NOS LIVROS HISTÓRICOS

Os 12 livros que compõem os livros históricos do Antigo Testamento oferecem um rico tesouro de informações sobre os líderes de Israel: juízes, reis, sacerdotes e profetas. Eles também abrem uma janela para a vida cotidiana do povo: sua cultura, seus costumes, suas crenças, suas práticas, seus sucessos e seus fracassos. Por causa das informações registradas nesses livros, sabe-se mais sobre a vida no antigo Israel do que a respeito de qualquer um de seus vizinhos do Oriente Médio.

Os temas dos livros históricos giram em torno da atividade divina de chamar, escolher, punir, redimir e usar a nação de Israel como povo da aliança para cumprir Seus propósitos globais. Nesse sentido, os livros não apenas contam a história da nação e do povo de Israel, mas também a história maior da graça redentora de Deus para com todos os povos (por exemplo: Raabe, a cananeia; Rute, a moabita; Naamã, o sírio).

Em cada livro, as promessas da aliança de Deus são expressas em termos de bênção, julgamento, perdão, restauração e preservação (HINDSON; YATES, Central Gospel, 2014, p. 111).

Nesses livros, a obra do Espírito Santo se vincula principalmente à vida dos profetas e dos reis. Por exemplo: o Espírito agiu na vida dos profetas Elias e Eliseu (1 Rs 18.12; 2 Rs 2.9,16); o Espírito entrou em Amasai para animar o rei Davi e lhe dar forças diante das dificuldades (1 Cr 12.18); o Espírito revestiu Zacarias, filho do sacerdote Joiada, a fim de advertir o rei Joás da sua idolatria (2 Cr 24.20).

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3. O ESPÍRITO SANTO NOS LIVROS POÉTICOS

Os hebreus eram um povo criativo. A poesia e a música estavam intimamente interligadas e faziam parte de todos os aspectos preeminentes da vida doméstica e social. Elas não somente eram parte importante de casamentos, festas de colheita e funerais como também ocupavam posição central na vida religiosa de Israel. Embora a prosa pareça suficiente para registrar fatos, os hebreus empregavam a poesia para expressar a alma. A vida religiosa de Israel é um registro de experiências humanas reais, e as porções poéticas do Antigo Testamento, portanto, retratam as emoções e as experiências do povo de Deus.

A Bíblia como a conhecemos agrupa cinco livros poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Isso, entretanto, não significa que outras porções das Escrituras não apresentem estruturas desse gênero. Os livros proféticos também fazem uso intenso da forma poética para transmitir suas mensagens atemporais, bem como algumas partes do Pentateuco e dos livros históricos (HINDSON; YATES, Central Gospel, 2014, p. 211).

Entre os livros poéticos, lemos que Jó reconheceu a participação do Espírito na criação do homem (Jó 33.4). Em Salmos, o autor afirma que o Espírito está presente na manutenção da vida (SI 104.30). Em Provérbios, Salomão afirma que o espírito de sabedoria que estava nele poderia ser derramado em quem se inclinasse às suas orientações (Pv 1.23).

4. O ESPÍRITO SANTO NOS LIVROS PROFÉTICOS

Nossa Bíblia inclui cinco livros de profetas maiores (Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel). As mensagens deles servem-nos de lembrete de que todas as nações são responsáveis diante de Deus por seus comportamentos e suas políticas.

Sobre os profetas menores, três têm como foco o reino do norte, Israel (cuja capital era Samaria): Oseias, Amós e Jonas. Seis profetas menores têm como foco o reino do sul (cuja capital era Jerusalém): Joel, Obadias, Miqueias, Naum, Habacuque e Sofonias. Os três últimos profetas menores (Ageu, Zacarias e Malaquias) têm como foco os exilados judeus que haviam retornado da Babilônia para reconstruir o templo e restabelecer Jerusalém. Eles formam o elo final com as profecias messiânicas, cumpridas em Jesus no Novo Testamento.

Podemos ver a ação do Espírito em Zacarias, quando o profeta exorta o duro coração do povo, o qual sequer ouviu o que os profetas antigos disseram; em Miqueias, quando o profeta admoestou o povo por causa das injustiças que praticava (Mq 2.7); em Ezequiel, enquanto conduzia o profeta em sua missão (Ez 11.1).

As mensagens dos profetas ainda falam ao nosso coração hoje, embora não sejam endereçadas a nós diretamente. Na verdade, elas nos lembram de que Deus considera todas as pessoas responsáveis por suas atitudes, especialmente aquelas que afirmam pertencer a Ele (HINDSON; YATES, Central Gospel, 2014, p. 330). O Espírito Santo é o grande responsável por fazer as vozes desses grandes homens reverberarem em nosso coração ainda hoje.

CONCLUSÃO
Em todo o tempo, compreendemos que o Espírito Santo cooperou conjuntamente com Deus no cumprimento dos Seus desígnios, apesar de nem sempre conseguirmos ver tão claramente, nos relatos bíblicos, expressões diretas e explícitas à Sua pessoa. Contudo, não há como refutar quo, ainda quo discreto, ameno, modesto ou mesmo invisível, o Espírito Santo sempre colaborou de alguma forma para os propósitos do Senhor, inclusive no Antigo Testamento.

Igualmente, nem sempre o percebemos agindo em nossa vida com Sua presença vigorosa e intensa, todavia, isso não quer dizer que Ele não esteja atuando. É preciso ter fé, crendo que o Espírito está trabalhando, ainda que não o percebamos.
ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Quais foram as principais ações do Espírito Santo no Antigo Testamento?
R.: O Espírito de Deus vocacionou, capacitou, encorajou pessoas a fim de que suas vozes alcançassem o povo e o guiasse pelos caminhos que Deus havia preparado.
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