O Pecado Transforma o mais Civilizado dos Homens num Animal Voraz



O homem vem involuindo continuamente não porque lhe faltem cultura, informações e bem-estar, mas por causa do pecado cometido, no Eden, por nossos primeiros genitores: Adão e Eva. Levemos em consideração que ambas as guerras mundiais foram deflagradas por um dos povos mais cultos e adiantados da história — a Alemanha dos filósofos, dos músicos e dos físicos. No século XIX, esse país era conhecido como a Atenas dos tempos modernos.
 
Querido leitor, o pecado transforma o mais civilizado dos homens num animal voraz, ignorante e disposto a canibalizar o próximo. Por outro lado, o Evangelho de Cristo leva o mais bruto dos seres humanos a agir com nobreza, sabedoria e amor. Somente a mensagem do Calvário pode trazer paz e harmonia à semente adâmica.

No transcorrer de nossa exposição, mostraremos que a narrativa do pecado de Adão e Eva, longe de ser uma parábola, foi um evento real, cuja literalidade não pode ser questionada, pois se acha referendada em toda a Bíblia.

Inicialmente, examinaremos o livre-arbítrio e as suas implicações na experiência humana. Em seguida, averiguaremos a Queda em si. E, depois, focaremos as consequências da apostasia de Adão. Trata-se, pois, de uma temática imprescindível ao estudo da doutrina do homem, conforme a encontramos na Bíblia Sagrada.

Que o Espírito Santo nos ilumine a compreender essa tão importante doutrina.

I. O Livre-Arbítrio do Ser Humano

Neste tópico, definiremos o livre-arbítrio. Em seguida, veremos o seu relacionamento com a soberania divina, e, finalmente, trataremos da responsabilidade humana frente às ordenanças divinas.

1. O livre-arbítrio é o dom que recebemos de Deus, por meio do qual podemos, desimpedidamente, escolher entre o bem e o mal (Dt 28.1; Js 24.15; 1 Rs 18.21; Hb 4.7).
Sem o livre-arbítrio, não seríamos o que hoje somos: seres autônomos, conscientes da própria existência e de nosso lugar no Universo criado por Deus.

Em termos bíblicos e teológicos, o livre-arbítrio não é algo exclusivo humano. Nós podemos defini-lo, outrossim, como o instituto moral por excelência, que o Pai Celeste concedeu às suas criaturas morais: anjos e homens. Nós e os seres celestes, tanto ontem quanto hoje, jamais deixamos de fazer pleno uso de sua liberdade de escolha.

Logo, quando o querubim ungido rebelou-se contra o Senhor, fê-lo de forma consciente; ele sabia que pecado estava para cometer. Basta analisar-lhe o discurso registrado no capítulo 14 de Isaías. Já entorpecido pelo orgulho e embriagado pela soberba das soberbas, vociferou: “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14.13,14, ARA). Suas palavras não são de um autômato, nem de um ser predestinado a rebelar-se contra Deus, como se tal apostasia fosse inevitável. Ele revoltou-se contra o Todo-Poderoso, porque fez mau uso de sua liberdade, e não soube como lidar com o seu arbítrio, que, desde a sua criação, jamais deixou de ser livre e desimpedido. Alegar, pois, que a queda do mais elevado dos anjos era algo fatalista (e teologicamente necessário) leva-nos a pecar contra a sabedoria e os desígnios divinos. O querubim pecou de forma consciente e deliberada, porque Deus a ninguém tenta nem induz ser algum ao pecado. Ele é santo; tudo o que faz é santo e conduz-nos a atos santos, perfeitos e irrepreensíveis. O Senhor jamais predestinaria qualquer de seus entes morais a errar, porque isso contrariaria frontalmente seus atributos morais — amor, justiça e retidão. Como explica Tiago, em sua epístola, cada qual é tentado de acordo com as suas inclinações (Tg 1.13-15).

Os anjos que não seguiram Lúcifer foram galardoados com dois maravilhosos dons: a santidade e a eleição, pois, ainda que tentados, optaram por continuar a obedecer a Deus. Eis porque são conhecidos, nas páginas da Bíblia, como eleitos e santos (Jó 5.1; Mc 8.38; Ap 14.10; 1 Tm 5.21). Hoje, embora conservem o livre-arbítrio, a sua santidade e eleição os levam a obedecer, amorosa e prontamente, ao Pai Celeste, conforme o Senhor Jesus deixa-nos entrever em sua oração-modelo: “Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10). Quando estivermos na Jerusalém Celeste, ao lado do Senhor Jesus, não deixaremos de ser livres em nosso arbítrio. Mas, ali, já revestidos de glória e majestade, o nosso livre-arbítrio levar-nos-á, cada vez mais, a enaltecer, a exaltar e a amar o Cordeiro de Deus.

2. A soberania divina é o direito absoluto, irrestrito e inquestionável, que possui Deus sobre toda a sua criação (Ex 9.29; Dt 10.14; Sl 135.6).
Portanto, o Senhor age como bem lhe aprouver. Em suas mãos, somos o barro; Ele, o soberano oleiro (Jr 18.6). Não nos cabe questionar a soberania do Todo-Poderoso (Rm 9.20). Ele é Deus e Senhor! Enfim, Ele é o E — o Deus Único e Verdadeiro.

Não devemos, por outro lado, ver a soberania divina como algo despótico e tirânico, porquanto todas as ações de Deus são fundamentadas em seu amor, justiça e sabedoria. O que Ele faz, agora, só viremos a compreender mais à frente (Jo 13.7). Descansemos, pois, na vontade divina (Sl 37.5). Cabe-nos, aqui, formular uma pergunta que, para muita gente, é perturbadora: “Se Deus é soberano, por que não destruiu o querubim rebelde no ato de sua rebelião? Por que esperar para lançá-lo no Lago de Fogo somente após o Milênio, depois de milhares de anos de afrontas, mentiras e blasfêmias?”. A resposta a essa indagação exige sabedoria e prudência, a fim de não cairmos em algumas ciladas teológicas.

Antes de tudo, tenhamos em mente que um dos atributos morais de Deus é a justiça. E, na condição de Juiz de toda a Terra, tem Ele alguns processos a dar andamento até a instalação do Juízo Final. Não estou a defender, aqui, querido leitor, a chamada Teologia do Processo, porquanto o nosso Deus quer em sua transcendência, quer em sua imanência, acha-se no controle absoluto de todas as coisas. Nada o surpreende: nem o espaço, nem o presente, nem o porvir. Por essa razão, não posso endossar o ensino de Alfred North Whitehead (1861-1947) a respeito da Teologia do Processo. Aliás, o Deus que Whitehead apresenta não é o mesmo da Bíblia. Mais cientista do que filósofo, o brilhante matemático britânico, pelo que a sua biografia deixa transparecer, jamais teve um encontro pessoal e experimental com o Senhor.

Sendo Deus, também, um ser judiciário, submete as suas criaturas morais — anjos e homens — a um criterioso processo, para que toda a sua justiça seja observada e cumprida. Eis porque, nalgumas ocasiões, o seu juízo é sumário, como no caso de Ananias e Safira (At 5.1-9), e, noutras, aguarda vários séculos para castigar povos e nações, como se deu com as etnias cananeias. No que concerne aos amorreus, o Senhor aguardaria mais de 400 anos, antes de expulsá-los de diante dos filhos de Israel (Gn 15.16). Ora, toda essa espera reflete a misericórdia e o amor divinos, porque Deus não deseja a perdição de ninguém, mas que todos se convertam. Não estou dizendo, com isso, que o Todo-Poderoso não destruiu aquele exaltado querubim, porque esperava a sua conversão. No caso específico desse anjo, não temos um simples pecado, nem uma mera apostasia, mas uma ofensa irredimível contra a Santíssima Trindade. Sendo aquele poderoso ser a sua própria tentação, e atuando como o seu próprio tentador, profanou a unção que havia sobre si, provinda do Espírito Santo, e tentou destruir o Pai e o Filho, pois não admitia a manifestação do Reino dos Céus, na Terra, por intermédio do Cordeiro que, a essas alturas, já estava morto na presciência do amoroso Deus.

Insistamos, um pouco mais, nessa questão: “Se o querubim ungido, agora Diabo e Satanás, não tinha perdão nem remissão, por que Deus não o destruiu de vez?”. Mas, se por acaso, querido leitor, o soberano e justo Senhor o tivesse destruído, Adão e Eva estariam para sempre livres da tentação e de um tentador?”. Não, por uma razão bastantes simples: na qualidade de seres morais e dotados de livre-arbítrio, poderiam eles, também, rebelar-se contra o Criador, fazendo-se tão “diabos” quanto o próprio Diabo.

Não podemos esquecer-nos do exemplo emblemático de Judas Iscariotes. Mesmo não estando Satanás, ainda, em seu coração, fizera-se ele filho da perdição e Diabo (Jo 6.7; 17.12). Satanás só viria apossar-se do coração daquele apóstolo, agora apóstata, durante a instituição da Santa Ceia, conforme escreve o evangelista João: “E, após o bocado, imediatamente, entrou nele Satanás” (Jo 13.27, ARA).

Quanto ao arqui-inimigo de Deus, só virá a ser lançado no Lago de Fogo na consumação dos séculos. Que ele já está julgado e condenado, o próprio Senhor o revelou ao discorrer sobre a vinda do Divino Consolador: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (Jo 16.8-11). Terminado o Milênio, antes mesmo da instauração do Juízo Final, Satanás será lançado no Lago de Fogo, onde já estarão a Besta e o Falso Profeta, conforme relata o Evangelista (Ap 20.7-10, ARA).

Logo, os adeptos do Universalismo laboram em grave erro bíblico e teológico ao imaginar que, na consumação de todas as coisas, o próprio Diabo, arrependido e já purificado, será restaurado por Deus. Que ninguém se engane. A cada dia que passa, o Maligno torna-se mais virulento e destrutivo, por que sabe que lhe resta pouco tempo (Ap 12.12).

O correto entendimento da soberania de Deus, querido leitor, é indispensável para termos uma vida cristã abundante e produtiva. Que essa doutrina jamais seja negligenciada em nossas orações. Se nos sentirmos perseguidos e injustiçados, é compreensível que roguemos ao Pai Celeste por justiça e refrigério. No entanto, não devemos rogar-lhe que nos vingue daqueles que nos buscam o mal, porque Ele não é o nosso executor. Por isso, diligenciemo-nos por oferecer-lhe um culto vivo, racional e verdadeiro; intercedamos, junto ao seu trono, em favor de nossos algozes e detratores. E, assim, transformaremos, por intermédio de nossas petições, os maus em bons e o mal em bem. Se Deus precisa, de fato, castigar alguém que, sem motivo algum, fez-se nosso carrasco, Ele só o fará quando o nosso coração estiver preparado para ajudar essa pessoa, quando ela estiver sob a disciplina divina.

 Veja também - Lições Bíblicas CPAD – Adultos:

Lição 5 - A Unidade da Raça Humana 

Lição 6 - A Sexualidade Humana

Lição 7 - A Queda do Ser Humano

Lição 8: O Início da Civilização Humana

Lição 10 - Só o Evangelho Muda a Cultura Humana

Lição 11 O Homem do Pecado



Às vezes, não entendemos por que Deus não revela, de imediato, o mal feitos dos que procuram destruir-lhe a Igreja. Sabemos que aqui e ali e, mais além, há pecados escondidos e iniquidades acobertadas; mas, aparentemente, nada é revelado e ninguém é julgado. Nessas horas, chegamos a pensar que Deus está dormindo. Todavia, o nosso Deus, como o ser judicial por excelência, está apenas dando andamento a alguns processos, a fim de que todas as coisas sejam esclarecidas. Aliás, alguns pecados, de tão feios e medonhos, somente virão à tona no Juízo Final, conforme escreve Paulo a Timóteo: “Os pecados de alguns homens são notórios e levam a juízo, ao passo que os de outros só mais tarde se manifestam. Da mesma sorte também as boas obras, antecipadamente, se evidenciam e, quando assim não seja, não podem ocultar-se” (1 Tm 5.24,25, ARA). Por esse motivo, sejamos pacientes, e não deixemos de orar; no momento certo, o soberano e justo Juiz há de manifestar-se para retribuir a cada um segundo as nossas obras.

3. A responsabilidade humana.
Entre o livre-arbítrio e a soberania divina encontra-se a nossa responsabilidade (Jr 35.13). Não resta dúvida de que Deus faculta-nos o direito de obedecer-lhe ou não aos mandamentos (Dt 11.13). Todavia, Ele nos chamará, um dia, a prestar contas quanto às nossas escolhas (Ec 11.9; 12.14). O Juízo Final não é ficção; é a realidade que aguarda a espécie humana na consumação de todas as coisas (Ap 20.11-15).

Tendo em vista a nossa responsabilidade perante Deus, não podemos descartar a compatibilidade entre o livre-arbítrio e a soberania divina; reside, aqui, uma perfeita dicotomia. Um instituto não elimina o outro. Os que acreditam na dupla predestinação veem-se numa encruzilhada teológica desnecessária, pois a soteriologia bíblica é clara em todos os seus aspectos. Então, raciocinemos em cima dos postulados de Agostinho e Calvino. Se fui predestinado à vida eterna, por que devo preocupar-me com a minha responsabilidade diante de Deus? Pecando ou não, já estou salvo; acho-me livre das penalidades eternas. Quanto aos predestinados ao Lago de Fogo, por que se afligiriam com tal coisa? Já não foram selecionados à eterna perdição, então que vivam hedonicamente. Não foi sem razão que esse capítulo do calvinismo foi denominado de “decreto horrível”. Prefiro a simplicidade do Plano da Salvação, tal qual o encontro nas Sagradas Escrituras, às soteriologias forjadas sem o aval dos santos profetas e dos apóstolos de Nosso Senhor.

Deus jamais predestinou qualquer ser humano ao Lago de Fogo. Sendo Ele amor, predestinou todas as suas criaturas morais à salvação, pois não deseja a perdição de ninguém (Jo 3.16). A verdadeira predestinação bíblica, pois, é uma, e não dupla. Quando Deus predestina alguém, predestina-o à vida eterna, e não à eterna penitência, pois Ele não quer que ninguém se perca (2 Pe 2.9). Aliás, em Jesus Cristo, seu Filho, predestinou toda a humanidade à salvação; muitos, infelizmente, rejeitaram-na, predestinando-se a si próprios à condenação eterna (Mc 16.16). Estes não escaparão ao Juízo Final. Nossa predestinação e eleição vieram como resultado do amor presciente do Pai Celeste (Rm 8.29,30; 1 Pe 1.2).

II. A Queda, um Evento Histórico e Literal

A apostasia de Adão e Eva deu-se em consequência do conflito entre o livre-arbítrio humano e a soberania divina. 
Nesse episódio, registrado em Gênesis, capítulo três, ressaltam-se a possibilidade da Queda, a realidade da tentação e a historicidade da apostasia de nossos primeiros genitores. Deixamos claro que, embora possa haver confrontos entre o livre-arbítrio humano e a soberania divina, não há incompatibilidade entre ambos. Quando vivemos uma vida direcionada pelo Espírito Santo, nosso arbítrio, apesar de livre e desimpedido, só tem uma tendência: servir, louvar e enaltecer a Deus.

1. A possibilidade da Queda.
Em sua inquestionável soberania, Deus criou Adão e Eva livres, facultando-lhes o direito de obedecer-lhe ou não. Todavia, a ordem do Senhor, concernente à árvore da ciência do bem e do mal, era bastante clara (Gn 2.16,17). Se eles optassem por ignorá-la, teriam de arcar com as consequências de seu ato: a morte espiritual seguida da morte física.

Não sabemos por quanto tempo, nossos protogenitores residiram no Jardim do Éden. A esse respeito, a Bíblia cala-se mui sabiamente. Mas acredito que foi o suficiente para Adão e Eva conhecerem a Deus e, com Ele, manterem profunda e doce comunhão.

Na viração do dia, o Senhor se lhes aparecia, para conversar e ensinar a cuidar do planeta recém-inaugurado, pois, naqueles idos, tudo era novo: a Terra, as plantas, os animais e o próprio ser humano. E, por ser tudo novo, tudo requeria cuidado e desvelo. Sim, querido leitor, tudo requeria desvelo e cuidado, inclusive o coração de Adão e Eva. Por desconhecerem ainda os efeitos nefastos do pecado, a possibilidade de eles pecarem era ainda maior, pois a tentação era-lhes uma ameaça sempre presente, ainda que não a pressentissem.

2.  A realidade da tentação.
Ao ser tentada pela serpente, Eva deixou-se enganar pela velha e bem arquitetada mentira de Satanás — a possibilidade de o homem vir a ser um deus (Gn 3.1-6; 2 Co 11.3). No instante seguinte, a mulher, já instrumentalizada pelo Diabo, levou o esposo a pecar, e este voluntariamente pecou (1 Tm 2.14). Tendo em vista a representatividade de Adão, foi ele responsabilizado pela entrada do pecado no mundo (Rm 5.12).

Será que, àquelas alturas, Adão e Eva já tinham algum conhecimento acerca do que ocorrera nos Céus — a rebelião do querubim ungido e a sua consequente expulsão das moradas divinas? Sabiam eles, por acaso, que o mais celebrado dos anjos tornara-se um adversário formidável e perigoso, pronto a arruinar toda a criação divina?

Não sabemos até que ponto ia o seu conhecimento angelológico. Todavia, eu não preciso ser especialista em satanologia, a fim de precaver-me quanto às astutas ciladas do Inimigo; basta-me esta advertência de Pedro (1 Pe 5.8,9).

Estejamos, pois, alertas quanto às artimanhas de Satanás. Por meio de sua dialética, quer política, quer teológica, vem ele destruindo lares, nações e igrejas. O Inimigo, seja opondo-se sistematicamente aos santos, seja lançando calúnias muito bem urdidas entre os redimidos, é astutíssimo em suas ciladas (Ef 6.11).

Tendo em vista o pecado que tão de perto nos assedia, oremos e vigiemos, para não nos enredarmos nas teias de Satanás. Sim, querido leitor, há a possibilidade de virmos a cair, conforme o apóstolo Paulo alertou os irmãos de Corinto: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Co 11.3, ARA).

Se, por um lado, há a possibilidade de o crente vir a fracassar na vida cristã, por outro, há uma possibilidade, ainda maior, de nos preservarmos, na força do Espírito Santo, até o dia de nossa redenção. Consolemo-nos, pois, nas palavras de Judas 24.

3. A historicidade da Queda.
A narrativa da Queda do ser humano tem de ser acolhida de forma literal, pois o livro de Gênesis não é uma coleção de parábolas mitológicas, mas um relato histórico confiável (2 Co 11.3; Rm 15.4). Aliás, se não aceitarmos a literalidade dos primeiros 11 capítulos de Gênesis, não teremos condições de entender o restante da História Sagrada. Tratemos, com temor e tremor, a Bíblia Sagrada — a inspirada, a inerrante, a infalível e a completa Palavra de Deus. A hermenêutica pós-moderna, manejando ferramentas e armas forjadas no que o mais celebrado dos anjos tornara-se um adversário formidável e perigoso, pronto a arruinar toda a criação divina?

Não sabemos até que ponto ia o seu conhecimento angelológico. Todavia, eu não preciso ser especialista em satanologia, a fim de precaver-me quanto às astutas ciladas do Inimigo; basta-me esta advertência de Pedro (1 Pe 5.8,9).

Estejamos, pois, alertas quanto às artimanhas de Satanás. Por meio de sua dialética, quer política, quer teológica, vem ele destruindo lares, nações e igrejas. O Inimigo, seja opondo-se sistematicamente aos santos, seja lançando calúnias muito bem urdidas entre os redimidos, é astutíssimo em suas ciladas (Ef 6.11).

Tendo em vista o pecado que tão de perto nos assedia, oremos e vigiemos, para não nos enredarmos nas teias de Satanás. Sim, querido leitor, há a possibilidade de virmos a cair, conforme o apóstolo Paulo alertou os irmãos de Corinto: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Co 11.3, ARA).

Se, por um lado, há a possibilidade de o crente vir a fracassar na vida cristã, por outro, há uma possibilidade, ainda maior, de nos preservarmos, na força do Espírito Santo, até o dia de nossa redenção. Consolemo-nos, pois, nas palavras de Judas 24.

3. A historicidade da Queda.
A narrativa da Queda do ser humano tem de ser acolhida de forma literal, pois o livro de Gênesis não é uma coleção de parábolas mitológicas, mas um relato histórico confiável (2 Co 11.3; Rm 15.4). Aliás, se não aceitarmos a literalidade dos primeiros 11 capítulos de Gênesis, não teremos condições de entender o restante da História Sagrada. Tratemos, com temor e tremor, a Bíblia Sagrada — a inspirada, a inerrante, a infalível e a completa Palavra de Deus. A hermenêutica pós-moderna, manejando ferramentas e armas forjadas no somente a ação do Espírito Santo para restaurá-la plenamente. Para que isso ocorra, mantenhamos a constância de nossos exercícios espirituais: leitura da Bíblia Sagrada, oração, jejuns, frequência à igreja, serviço cristão e um testemunho bom e eficaz. Todos, evangélicos ou não, têm de ver, em nós, o rosto de Nosso Senhor. Recomenda-nos Paulo a manter os mistérios da fé numa consciência limpa (1 Tm 3.9).

2. A perda da comunhão com Deus.
Em consequência de seu pecado, Adão e Eva foram expulsos da presença de Deus (Gn 3.23,24). Doravante, não poderiam mais viver no Jardim do Eden, onde, diariamente, conversavam com o Senhor (Gn 3.8). Mas, apesar de haverem ofendido a Deus, continuaram a ser alvo de seu imenso, eterno e infinito amor (Jo 3.16). Desde a Queda, o ser humano, para reatar a comunhão com Deus, tem de aproximar-se dEle pela fé (Hb 11.6). Nesse retorno, não estamos sós. Jesus Cristo é o nosso medianeiro eficaz (Rin 5.1). Ele é o Verdadeiro Deus e o Verdadeiro Homem (1 Tm 2.5).

3. A transmissão do pecado à espécie humana.
Sendo Adão o pai de toda a raça humana, o seu pecado acabou por alcançar a todos os homens (Rm 3.23; 5.12). Aquilo que chamamos de “pecado original” contaminou universalmente a humanidade. Até mesmo o recém-nascido já traz consigo essa semente (SI 51.5). Embora a criança, na fase da inocência, não tenha a experiência do pecado, a iniquidade adâmica acha-se impregnada, em seu interior, prestes a ser despertada. Somente em Cristo podemos vencer tanto o pecado original como o experimental (1 Jo 1.7). Muitas crianças são recolhidas por Deus, na fase da inocência, e levadas pelo Pai Celeste para o céu. Haja vista o filho de Jeroboão, rei de Israel (1 Rs 14.12,13).

Entre os que morreram sem a experiência do pecado acham-se os inocentes assassinados por Herodes (Mt 2.16). Os inocentes não perdem a alma. Só é condenado o que, já na fase da consciência, experimenta o pecado.

4. A enfermidade da Terra.
Por causa do pecado de Adão, até a própria Terra adoeceu. Expulso do Éden, Adão teria de trabalhar, com redobrado esforço, a fim de prover o seu sustento cotidiano (Gn 3.17). Desde então o nosso planeta vem sofrendo com fomes, terremotos e inundações (Mt 24.7). E os conflitos que nos vêm assolando desde o Éden? Em sua epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo descreve a Terra como que gemendo por causa das expectativas quanto às últimas coisas (Rm 8.22). Mas, quando o Reino de Deus manifestar-se, logo após a Grande Tribulação, o planeta será curado de todas as suas enfermidades (Is 35).

5. A morte física.
O homem não foi criado para experimentar a morte física. Nesse sentido, podemos dizer que fomos criados imortalizáveis; com a possibilidade de viver indefinidamente (Gn 2.17). Não somente a eternidade, mas de igual modo a imortalidade, achavam-se no ser humano (Ec 3.11). Se Adão e Eva não tivessem pecado, estariam eles conosco até hoje. A morte é a mais triste consequência do pecado (Rm 6.23). Todavia, a pior morte que alguém pode experimentar é a separação eterna de Deus; a segunda morte (Ap 2.11; 20.6). Quanto a nós, os que já recebemos Jesus Cristo como o nosso Senhor e Salvador, a morte não terá efeito sobre nós, porque Ele é a ressurreição e a vida (Jo 11.25).

Conclusão

Dois fatos marcam indelevelmente a doutrina do homem nas Sagradas Escrituras: a criação e a Queda. A primeira vista, o pecado de Adão frustrou irremediavelmente os planos divinos quanto à formação dos Céus e da Terra. No entanto, Deus jamais foi surpreendido por qualquer fato. Ele não é um ser reativo, nem vive de improvisos. Nenhum processo, quer nos Céus, quer na Terra, jamais o surpreendeu, porquanto Ele é o Ser Supremo e Perfeito por excelência. Ele é o que É: o Deus bendito eternamente.

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