O Sexo não é uma construção social, mas algo Criado por Deus


Ao longo de nossa dissertação, constataremos que o sexo não é uma construção social, mas algo criado por Deus; um dom, cujos reais objetivos não podem ser ignorados nem profanados. Mostraremos que as distorções e os pecados sexuais são uma grave ofensa contra Deus.

Que o Espírito Santo nos ilumine a compreender mais esse assunto relacionado à doutrina do homem na Bíblia Sagrada.

I. O Renascimento de Sodoma e Gomorra

Não são poucos os cristãos que se assustam com a “invasão” da Europa pelos muçulmanos. 
Alguns, chorosos e antevendo a destruição dos valores e conquistas ocidentais, indagam: “O que será da civilização cristã?”. Em primeiro lugar, nunca houve uma civilização europeia genuinamente cristã, porquanto o paganismo sempre esteve presente desde o Volga, passando pelo Danúbio e pelo Sena, desaguando ora no Atlântico, ora no Mediterrâneo. O que havia, desde Constantino, o Grande (272-337 d.C.), até o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, era a hegemonia de uma cultura pagã influenciada fortemente pelos valores judaico-cristãos. Mas que, desde aquela época, vem degradando-se de maneira vertiginosa. Tanto é que, hoje, já se fala, com diabólico ufanismo, na repaganização do continente europeu. E, como sempre acontece em tais ocasiões, esse retrocesso espiritual e moral acabou por redundar numa promiscuidade sexual assustadora e sem precedente algum. Noutras palavras, estamos a assistir ao renascimento espiritual de Sodoma e Gomorra.

1. A civilização do erotismo.
O decantado mundo clássico greco-romano tolerava práticas que, até há bem pouco tempo, causavam-nos ascos e repulsas. Os deuses gregos, que os romanos vieram a tomar emprestados, não serviam de referência espiritual e moral a nenhum de seus adoradores, pois eram mais degradados e corruptos do que o mais corrupto e degradado dos homens. Haja vista o chefe de todos eles, fosse Zeus, na Grécia, ou Júpiter, em Roma. Esse “deus” libertino e sanguinário, que os indo-europeus chamavam de DyàuSpítah, vivia a corromper donas de casa e donzelas por todas as cidades gregas e romanas. E, nas horas de ócio, que não eram poucas, jogavam seus adoradores uns contra os outros, promovendo desentendimentos e guerras.

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Ao transitar pelos canais do televisor, para ver se ainda resta um programa respeitável, constatamos que as divindades do mundo clássico ressuscitaram e, agora, mais virulentas e lúbricas, tomam de assalto a todas as telas. Ostentando outros nomes e fantasias, fizeram-se mais exigentes que outrora; requerem o corpo, a alma e o espírito de todos os seus tolos e desavisados servos (ou escravos?). Este se apresenta como o deus da guerra: enaltece a violência e despreza a vida humana; e aquela, despudorada e espezinhando todos os valores cristãos, descobre-se como a deusa do sexo e, no sexo vil e sujo, enreda crianças, adolescentes e até gente idosa.

Na verdade, tais divindades não foram criadas nem por Homero, nem por Hesíodo. Tais poetas limitaram-se a nomear os demônios que, a serviço de Satanás, vêm induzindo os seres humanos ao pecado, desde a Queda de Adão de Eva. Eles induziram Caim ao fratricídio; cegaram os olhos de Lameque para que, banalmente, matasse aqueles dois homens que, sem querer, nele esbarraram; e, insatisfeito, abriram os olhos desse mesmo Lameque, para que, desrespeitando a monogamia conjugal, tomasse duas mulheres como esposa. E, a partir desse evento, os “deuses” do sexo e da violência vêm tomando o mundo de assalto. A situação só não está pior porque a Igreja de Cristo, como o sal da terra e a luz do mundo, vem barrando, eficazmente, o avanço de Satanás e de seus demônios.

Vivemos numa civilização erótica e violenta. Nossos dias em nada diferem do período que antecedeu o Dilúvio, no qual as pessoas davam-se, sem quaisquer regras, às comidas, às bebidas e àquilo que chamavam de casamento. Viviam para pecar e pecavam para viver.

O sexo, hoje, é explorado sem pudor. Vai das modas e grifes mais degradantes que, indefinindo os sexos, lançam homens e mulheres à devassidão, aos quadrinhos e filmes que, ao apregoarem serem todas as coisas lícitas, mesmo as mais inconvenientes e nocivas, clamam por um novo julgamento universal. E, repetindo um slogan, que infelicitou a França, em 1968, os que a si mesmos intitulam-se formadores de opinião não cessam de matraquear: “E proibido proibir”. Ora, se tudo é permitido, a vida torna-se insustentável.

As marcas de nossa civilização em nada diferem da antediluviana: sexo e violência. Novelas, filmes e livros. Tudo se acha eivado pelas mesmas iniquidades e pecados que levaram o mundo antigo à destruição.

2. A cultura do erotismo.
Os deuses antigos demoravam, às vezes, de dois a três séculos para se tornarem nacional e internacionalmente conhecidos. Haja vista que o mundo do século IV, antes de Cristo, só veio a conhecer o panteão grego por meio das conquistas de Alexandre, o Grande (356-323 a.C.). A partir daí, os deuses da Grécia, com todas as suas tralhas ideológicas e comportamentais, espraiaram-se da índia às fronteiras da Itália.

No mundo pós-moderno, porém, os ídolos forjados nos estúdios de cinema e nos ateliês da moda tornam-se conhecidos, litcralmentc, de um dia para o outro. Basta um anúncio na televisão, de apenas 30 segundo, para que surja um novo símbolo sexual — uma Afrodite renascida do Inferno, ou um Apoio ressuscitado de alguma mente doentia. E, assim, o que era pecado outrora se torna, hoje, cultura.

A massificação do adultério, da fornicação, do homossexualismo e até da pedofilia levou a atual geração a tolerar o intolerável. No Sermão Profético, alertou-nos seriamente o Senhor Jesus: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12, ARA). Isso significa que até mesmo nós, os filhos de Deus, corremos o risco de nos conformarmos perigosamente com o presente século (Rni 12.1,2). De repente, estamos a rotular de cultura o que a Bíblia chama de iniquidade.

Sejamos firmes e santos, tendo o exemplo do justo e íntegro Jó sempre diante de nós (Jó 31.1-4)

Nem tudo o que é apresentado como cultura, arte, folclore e tradição corresponde a esses rótulos inofensivos. O Diabo sabe como vender seus produtos. E, para colocá-los na feira da concupiscência, utiliza-se de órgãos públicos, de escolas e até de igrejas. Saibamos como diferençar uma coisa da outra, pois o nosso compromisso é salgar e iluminar, com o Evangelho de Cristo, a sociedade na qual vivemos.

3. A religião do erotismo.
Assim como no mundo antigo a prostituição estava intimamente ligada aos cultos pagãos, o mesmo acontece hoje. Pelo que me consta, ainda não foram reerguidos os templos de Baal, de Hathor e de Afrodite. Entretanto, o sexo já vem sendo praticado, em muitos lugares, como oferenda declarada e explícita a Satanás. Como se toda essa miséria não bastasse, não faltam teólogos para justificar, “biblicamente”, a prostituição, o adultério e o homossexualismo. Os tais, seguindo o exemplo de Balaão, abusam da teologia e da Palavra de Deus, para corromper o povo do Senhor.

Não obstante o fervor erótico da presente era, constatamos que as sociedades mais liberais, como as nórdicas, apresentam um preocupante declínio populacional; tendem a desaparecer se não reverterem imediatamente essa tendência. Nelas, cumpre-se a profecia de Oseias: “Comerão, mas não se fartarão; entregar-se-ão à sensualidade, mas não se multiplicarão, porque ao Senhor deixaram de adorar” (Os 4.10, ARA). Em nada diferem elas de Sodoma e Gomorra; conquanto desenvolvidas, ricas e prósperas, moralmente são miseráveis e podres. Nesses países, cresce não apenas o número de ateus, como também a cifra dos que se declaram inimigos do Deus Único e Verdadeiro. Apoiam o aborto, a eutanásia, o casamento de pessoas do mesmo sexo e, em alguns lugares, já defendem abertamente a pedofilia.

Já começam a aparecer igrejas evangélicas que, apresentando-se como inclusivas, não só acolhem, mas também justificam os que se entregam aos pecados sexuais. Ao torcerem as Escrituras, defendem o homossexualismo como se essa prática fosse o plano de Deus à humanidade. Hoje, vemos com tristeza e pesar, várias denominações, que, apesar de seu passado comprometido com a Palavra de Deus, já começam a consagrar pessoas declaradamente homossexuais ao ministério cristão.

Se não estivermos vigilantes e cuidadosos, a doutrina de Balaão entrar-nos-á de maneira sorrateira e disfarçada pelas igrejas, pervertendo os santos, exatamente como aconteceu durante a peregrinação de Israel pelo Sinai. Atentemos a esta advertência de Jesus à igreja de Pérgamo: “Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição” (Ap 2.14).

Não transformemos os nossos santuários em templos pagãos e dedicados aos pecados sexuais. Hoje, muitas igrejas são mobiliadas para terem aparências de casas noturnas: luzes apagadas, canhões luminosos, efeitos especiais, dança e sensualidade. Os gritos são ensurdecedores; a música, alucinante. Enfim, um desastre à espiritualidade de quem busca agradar a Deus. O que é isso senão a doutrina de Balaão? Esse profeta estrangeiro sabia que não podia amaldiçoar Israel, porque Israel, como povo do Senhor, já era abençoado. Sua maldição, por conseguinte, jamais atingiria os hebreus. Mas, como bom teólogo que era, Balaão usou a teologia para, teologicamente, amaldiçoar o povo do Senhor. Seu trabalho de feitiçaria não pega, o pecado certamente pegará.

E, assim, manipulando a revelação e a teologia que Deus lhe confiara, Balaão engendrou um meio para levar a maldição, a derrota e a morte ao arraial hebreu. Põe-se, então, a ensinar o amedrontado Balaque a espalhar, pelo acampamento hebreu, mulheres levianas e despudoradas, para que, brandindo seus encantos, induzisse os varões israelitas a comerem alimentos consagrados aos ídolos e a se prostituírem. E, como resultado dessa orgia e desenfreio, o Santíssimo Deus eliminou, dentre os filhos de Israel, num só dia, a 24 mil homens.

À semelhança de Balaão, há “obreiros” que, em suas conferências e sermões, esboçados no Inferno, e totalmente descomprometidos com a santificação do povo de Deus, buscam alternativas para inflar seus redis e inchar seus apriscos.

Eles enchem suas igrejas de crentes desnutridos, enfermos e mortos. Ao invés de ensinarem a doutrina da santificação, tangem suas ovelhas com teologias ruins e putrefatas.

Quanto a nós, ensinemos ao povo de Deus que, sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Por que transformar nossos templos em boates e casas noturnas? Em minha Bíblia, está escrito: “Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre.” (SI 93.5, AKA). Se não proclamarmos a doutrina da santificação às ovelhas e aos cordeirinhos de Jesus Cristo, não tomaremos parte no arrebatamento da Igreja. E, quando do Juízo Final, seremos lançados no Lago de Fogo. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Nos próximos tópicos, mostraremos qual o plano de Deus concernente à sexualidade humana.

II. Deus Criou apenas dois Sexos

Deus criou apenas dois sexos: o masculino e o feminino. Além dessa fronteira, só há pecado e abominação diante do Criador e Senhor de todas as coisas.
 
1. Definição de sexo.
O sexo pode ser definido, de acordo com o Dicionário Houaiss, como a “conformação física, orgânica, celular, particular que permite distinguir o homem e a mulher, atribuindo-lhes um papel específico na reprodução”.

O ser humano é identificado por seu sexo logo ao nascer (Gn 4.1; 30.21). Hoje, aliás, já se sabe o sexo da criança ainda em seu período de gestação. Logo, o sexo não é o resultado de uma engenharia social e política, como o querem os ideólogos do gênero. Ou se nasce homem, ou se nasce mulher. E o que demonstra a Bíblia Sagrada e a própria ciência.

Neste ensejo, esclarecemos que o homem, como indivíduo, não pertence ao gênero, mas ao sexo masculino. Todavia, a palavra “homem”, como substantivo e classe gramatical, faz parte do gênero masculino. O mesmo se aplica à mulher.

2. Deus criou o sexo.
Os anjos, desde que foram criados, continuam com o número de seu contingente inalterado; eles não se reproduzem sexualmente; foram chamados à existência duma só vez (SI 33.6; Lc 20.34-36). No entanto, o ser humano propaga-se por meio da junção sexual (Gn 4.1). Logo, por intermédio de um só casal — Adão e Eva — vieram a existir todas as nações, línguas e povos que, hoje, conhecemos (At 17.26).

O sexo foi criado por Deus; não é invencionice humana. Quando usado de acordo com as ordenanças divinas torna-se fonte de bênção ao esposo e à esposa.



3. Os dois sexos. 
Ao criar o ser humano, o Senhor os fez macho e fêmea (Gn 1.26,27). Por conseguinte, há somente dois sexos: o masculino e o feminino. Estes devem ser tratados como sexos, e não como gêneros, conforme já vimos. Ainda que alguém exteriormente transmude-se, jamais perderá a essência do sexo com que nasceu. O homossexualismo e outras práticas igualmente abomináveis jamais conseguirão mudar o que Deus criou.

III.  Objetivos da Sexualidade Humana

O sexo foi criado por Deus, tendo em vista três objetivos: a procriação da espécie humana, a união conjugal e a glória divina.
 
1. Procriação.
Como já dissemos, só existe um meio de a espécie humana propagar-se: por meio da união sexual entre um homem e uma mulher (Gn 4.1). Enquanto a etapa atual da criação divina não for concluída, casamentos serão consumados e seres humanos continuarão a nascer até a consumação dos séculos (Is 65.20).

Todavia, chegará o momento em que a humanidade não mais necessitará procriar-se (Lc 20.34-36). Tanto os que forem para o Céu como os que forem para o Lago de Fogo não mais propagarão a espécie; estará findada a nossa atividade sexual, porque o ser humano, agora, não será mais carne e sangue (1 Co 15.50). Teremos um corpo de glória; seremos semelhantes aos anjos. Aleluia!

2. União conjugal.
O sexo foi criado por Deus para ser desfrutado no contexto da vida matrimonial (Gn 2.24). Como veremos daqui a pouco, o sexo, quando praticado antes e fora do casamento, afigura-se como ofensa e pecado perante o Criador. No casamento, porém, une o casal e perpetua os laços entre o homem e a sua esposa.

3. A glória de Deus.
O sexo não é uma atividade meramente fisiológica ou recreativa. Aos olhos de Deus, é algo sagrado, pois os que o praticam são templo do Espírito Santo (1 Co 6.19).
Na Bíblia, há um livro dedicado às belezas da vida conjugal (Ct 2.1-4). Aliás, a Igreja de Cristo é apresentada como a Noiva do Cordeiro (Ap 21.9; 22.17). Pode haver algo mais glorioso?

IV.  Distorções da Sexualidade

O sexo, quando praticado antes, ou fora do casamento, gera iniquidades e abominações: fornicação, adultério, homossexualismo, ideologias nocivas, pornografia e maus pensamentos.

1. A fornicação.
A fornicação é o relacionamento sexual antes do casamento (1 Tm 1.10). Logo, quando um casal de namorados ou de noivos pratica o sexo, tanto o rapaz quanto a moça pecam contra o Senhor (Ef 5.5). Se este é o seu caso, deixe o pecado imediatamente, e procure a ajuda de seu pastor. Enfim, a atividade sexual de pessoas solteiras é algo condenável aos olhos do santíssimo Deus.

2. O adultério.
Este é o pecado cometido fora do casamento. A fim de proteger a harmonia conjugal, o Senhor decretou: “Não adulterarás” (Êx 20.14). Jesus, no Sermão da Montanha, condena não somente o ato, em si, como a própria cobiça (Mt 5.27,28). Que o Senhor nos guarde desse pecado que tantas lágrimas tem derramado. Sejamos fiéis à companheira que o Senhor nos concedeu (Ml 2.16). Os adúlteros não terão parte nem guarida no Reino de Deus.

Mantenhamos fielmente o nosso casamento. Que ninguém veja o divórcio como escape às suas desavenças conjugais, nem como oportunidade para dar vazão às suas cobiças e concupiscências. Se há conflitos matrimoniais, busque ajuda junto ao seu pastor. E, se por acaso, o seu coração já se deixou enredar por outra mulher, cuidado! Não se prenda aos laços de Satanás. Caso contrário, perderá você a esposa querida, os filhos que tanto o admiram e a própria alma. Haja como homem de Deus. E, como homem de Deus, encaminhe a sua família à Jerusalém Celeste.

3. O homossexualismo.
É o relacionamento sexual de pessoas do mesmo sexo. Na Bíblia Sagrada, o homossexualismo é conhecido como o pecado de Sodoma e Gomorra (Dt 23.18; 1 Co 6.9; 1 Tm 1.10). Essa abominação contraria o plano divino quanto ao casamento que, além de ser monogâmico e indissolúvel, é também heterossexual (Gn 2.24). Jesus veio para salvar a todos os pecadores, inclusive os homossexuais. Quem lhe procura o auxílio é verdadeiramente liberto, conforme escreve Paulo aos irmãos de Corinto (1 Co 6.9-11).

4. A ideologia de gênero.
A chamada ideologia de gênero é mais uma tralha inventada pelos inimigos da família cristã. Alegando que o sexo é uma mera construção social, tal ensino instiga os pais a educar os filhos de maneira neutra, deixando aos meninos e às meninas a escolha de seu “sexo social ou ideológico”. A Bíblia, porém, é taxativa quanto a tais asneiras (Dt 22.5). Queridos pais, sejam criteriosos na educação de seus filhos; admoeste-os na Palavra de Deus (Ef 6.4). Não deixe nem ao Estado, nem à sociedade a educação de seus pequeninos; eles são herança do Senhor (SI 128).

5. A pornografia.
É sabido que, antes, para se assistir a um filme pornográfico, a pessoa tinha de entrar por determinadas ruas e ruelas, até chegar a um cinema suspeito e pulguento. Hoje, com os avanços das mídias, temos em mãos tabletes e celulares, que, num único clique, remetem-nos ora a Sodoma ora a Gomorra. Por essa razão, temos de nos precaver de todas as maneiras, para não imitarmos aqueles anciãos de Jerusalém, que, em suas câmaras secretas, adoravam as mais asquerosas imagens e pinturas (Ez 8).

6. Diante do pecado, não há ninguém forte; se não vigiarmos, cairemos.
Por esse motivo, quer moços, quer velhos, revistamo-nos da graça de Deus, para que não venhamos a praticar amanhã o que, hoje, veementemente condenamos. Mas a boa notícia é que temos o Espírito Santo, que, habitando em nós, conduz-nos de vitória em vitória. NEle, somos fortes, porque já vencemos o Maligno (1 Jo 2.13,14).

Usemos as mídias com prudência e moderação; consagremo-los ao Senhor. Se formos assistir a algo, evitemos as armadilhas de um lugar solitário. Jamais nos esqueçamos de que o Senhor Jesus, cujos olhos são chamas de fogo, está contemplando todas as coisas.

7. Maus pensamentos. 
Tiago mostra, em sua epístola, como funciona a mecânica do pecado (Tg 1.13-15). Como se observa, a mecânica do pecado é simples, mas eficientíssima. Sejamos precavidos; resguardemos o nosso coração, porque dele procedem as saídas da vida e da morte.

De um olhar concupiscente, vem a cobiça. E, da cobiça, brotam os pensamentos ruins e as fantasias mais inconsequentes. Depois, mesmo antes de o cobiçoso haver cometido aquele pecado, já engenhado em sua alma, o seu coração, agora necrosado, não terá sensibilidade alguma para ouvir as admoestações do Espírito Santo. A essas alturas, a transgressão sexual já é uma realidade no espírito do crente descuidado. E, a partir deste ponto, o adultério, a fornicação e outras delinquências sexuais são apenas uma questão de tempo e oportunidade.

Portanto, sempre que um mau pensamento assediá-lo, querido irmão, lembre-se desta passagem do apóstolo Paulo (Fp 4.8,9).

Conclusão

Apesar de o ser humano ser dotado de sexo, foi este criado para louvar e exaltar a Deus por intermédio de uma vida santa e pura. Que jamais nos esqueçamos de que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Não somos um mero fenômeno fisiológico; fomos criados à imagem e à semelhança do Deus Eterno e Santo.

Quanto a nós obreiros, que temos a responsabilidade de ministrar a Palavra do Senhor à Igreja de Cristo, sejamos corajosos e firmes quanto à doutrina da santificação. Que os pecados recebam os nomes pelos quais devem eles ser conhecidos. Hoje, somos acossados pela ditadura do movimento homossexual; violentamente, buscam emudecer-nos para que não preguemos contra o pecado de Sodoma e Gomorra. Os ativistas gays de hoje são tão insolentes e agressivos quanto os sodomitas de ontem. Sob o estandarte de uma suposta homofobia, querem sufocar-nos a voz, para que não mais ensinemos passagens como Levítico 18.22 e Romanos 1.26,27. Se nos calarmos, não poderemos salvar nossos filhos e netos dessa libertinagem e devassidão que arruinam a civilização atual.

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