Subsídio 1: Carta aos Efésios – Saudação aos Destinatários (Classe: Adultos)



ATENÇÃO!
Este Estudo tem por objetivo auxiliar no aprofundamento da lição 1
Classe: Adultos | Revista Lições Bíblicas 2° Trimestre de 2020, CPAD | Autoria: Pr. Douglas Baptista| Compre Aqui a Revista.

A Epístola aos Efésios é chamada de “a coroa dos escritos de Paulo” e ainda de “a rainha das epístolas”. Essa designação está relacionada com a excelência das revelações bíblicas que a fazem sobrepujar as demais cartas de Paulo. Nela, está revelado o propósito eterno de Deus, por meio de Cristo, para a Igreja. A Epístola apresenta um resumo da pregação de Paulo e de todo o Evangelho do Senhor Jesus Cristo. O teólogo e filósofo humanista Erasmo de Roterdã (1466-1536) considerou que, por meio de Efésios, Paulo ensinou que, “embora a graça do evangelho tenha sido prometida aos judeus, ela foi, subsequente e corretamente, estendida aos gentios pelo decreto eterno de Deus e era seu dever levar até eles essa mensagem”.
 
Nesse aspecto, a mensagem da carta aos Efésios é tão necessária hoje quanto foi no passado. Não se trata apenas de um documento teológico importante, mas também de um compêndio de revelações espirituais que devem conduzir-nos à verdadeira adoração, gratidão e à melhoria de nossa vida cristã. Portanto, no propósito de melhor compreender essa majestosa epístola, vamos discorrer nesse capítulo sobre os aspectos introdutórios, tais como a autoria, a data e os destinatários, bem como as principais abordagens doutrinárias.

I. AUTORIA E DATA

1. Autoria
A primeira evidência da autoria paulina é textual, isto é, conforme costume da época, o autor começa a escrever declarando a sua identidade: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo” (1.1a); e, uma segunda vez nessa epístola, o autor torna a apresentar-se como: “Paulo, [...] o prisioneiro de Jesus Cristo” (3.1). O livro de Atos dos Apóstolos informa que o seu nome judeu era Saulo e que também era conhecido como Paulo (At 13.9). O nome próprio Saulo significa “solicitado” em hebraico, sendo uma provável homenagem a Saul, o primeiro rei de Israel (At 13.21), pertencente à tribo de Benjamim, que, inclusive, é a mesma tribo do apóstolo (Fp 3.5).
  
Saulo era um israelita que “falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais avançado em judaísmo do que seus contemporâneos”. Por outro lado, ele era um judeu da dispersão nascido em Tarso da Cilicia, uma metrópole com governo autônomo (At 21.39). O imperador Júlio Cesar (100-44 a.C) dera aos moradores de Tarso os direitos e privilégios da cidadania romana. Desse modo, Paulo, que significa “pequeno”, era o seu nome romano (At 22.3). Convertido ao cristianismo, ele foi preso por causa de sua fé em Jesus Cristo, sendo constituído “pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios” (2 Tm 1.8,11).

Não obstante, o polêmico clérigo inglês Edward Evanson (1731 — 1805) questionou a autoria de Paulo por não conseguir harmonizar os destinatários da carta com o seu conteúdo. A partir de então, surgiram dúvidas quanto ao estilo e vocabulário que, supostamente, não eram paulinos, além de conceitos teológicos “pós-paulinos”. Em resposta a esses argumentos, o Comentário do Novo Testamento - Aplicação Pessoal assim se expressa:

Dois cabeçalhos principais desta carta (1.1 e 3.1) mostram que esta epístola foi escrita por Paulo, o Apóstolo. Esta reivindicação é confirmada por muitos patriarcas da igreja, entre eles Policarpo, Orígenes, Irineu, Clemente de Alexandria e Tertuliano. Muitos estudiosos, ao longo de toda história da igreja, afirmaram a mesma coisa [...].

Diante desses consistentes pressupostos textuais e históricos, não existe razão admissível para negar a característica paulina na Epístola. É, portanto, satisfatoriamente plausível reivindicar a autoria de Efésios ao apóstolo dos gentios:

2. A assinatura apostólica

Das vinte e uma epístolas que contém o Novo Testamento, Paulo é o autor de 13 dessas cartas.
Elas são geralmente divididas em quatro grupos:
1) As escatológicas, que compreendem 1 e 2 Tessalonicenses;
2) As soteriológicas, que abrangem Romanos, 1 e 2 Coríntios e Gaiatas;
3) As da prisão, compostas por Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon; e
4) As pastorais, que integram 1 e 2 Timóteo e Tito. Esse grupo de epístolas é conhecido como “corpus epistolar paulino” ou, simplesmente, de “epístolas paulinas”.
  
Uma curiosidade nas saudações iniciais nas 13 cartas é a identificação pelo seu nome romano Paulo e nunca pelo nome judeu Saulo, provavelmente por considerar que Paulo era mais apropriado para evangelizar o mundo gentílico (Rm 11.13). Outro detalhe relevante é que, em sete das suas cartas (1 Co; 2 Co; Gl; Ef; Cl; 1 Tm e 2 Tm), Paulo reivindica explicitamente a sua autoridade apostólica com a ressalva: “pela vontade de Deus”. Isso significa que o seu chamado e apostolado “não [era] da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos” (Gl 1.1).

3. Uma epístola da prisão

O livro de Atos dos Apóstolos registra duas longas prisões de Paulo: dois anos em Cesareia (At 24.1-27) e dois anos em Roma (At 28.16-31). Outra notável prisão anotada pelo historiador e evangelista Lucas aconteceu em Filipos por ocasião da segunda viagem missionária (At 16.19-26). Escrevendo aos Coríntios, o apóstolo testemunhou que fora feito prisioneiro diversas vezes (2 Co 11.23). Na Epístola aos Efésios, ele próprio identifica-se como sendo o “prisioneiro de Jesus Cristo” (3.1), “o preso do Senhor” (4.1) e o “embaixador em cadeias” (6.20), o que indica claramente que era uma missiva enviada do cárcere. Portanto, não restam dúvidas quanto à situação de prisioneiro por ocasião da escrita aos Efésios. A discussão entre alguns eruditos refere-se à identificação do local em que se encontrava preso.

O debate concentra-se na historiografia de Atos entre a capital da Judeia, Cesareia, e a capital do Império, Roma. Nesses locais, Paulo esteve aprisionado em um total de quatro anos — dois anos em cada cidade. Outros ainda argumentam a possibilidade de uma prisão não registrada na própria cidade de Éfeso (1 Co 15.32). Essa última conjectura, no entanto, é descartada pela ausência de documentos probatórios e de testemunho irrefutável.

Assim, em relação ao aprisionamento em Cesareia, sabe-se que, à época, Antônio Félix era o procurador da Judeia (At 24.22-27). Félix desempenhou a função durante os governos de Cláudio e Nero entre os anos 52 e 60 d.C. Após esse período, o procurador foi substituído no governo por Pórcio Festo no ano 60 d.C. Desse modo, essa prisão de Paulo ocorreu nos últimos dois anos do governo Félix, a saber, entre 58 e 60 d.C. Após a posse de Festo, em virtude de uma trama para assassinarem-no, o apóstolo apelou para o tribunal de César em Roma (At 25.3,10). Mas, apesar de ter tido muito tempo livre para escrever na prisão em Cesareia, a maior parte dos estudiosos do “corpus epistolar paulino” afirma que ele escreveu aos Efésios em Roma, e não em Cesareia.

4. Data

A definição do local da prisão de Paulo, por ocasião da escrita da carta aos Efésios, também indica a provável data em que o documento foi redigido. Em conformidade com o livro de Atos, depois de realizado três viagens missionárias e implantado Igrejas na região do Mediterrâneo, Paulo esteve preso em Cesareia por um período de dois anos entre 58 e 60 d.C. (At 24.27). Após apelar para o tribunal de César, o apóstolo foi conduzido a Roma, onde permaneceu em prisão domiciliar por dois anos inteiros (At 28.30). A julgar pelas condições favoráveis na casa alugada para esse fim, tais como: ausência de restrições para receber visitas e o não cerceamento da liberdade para ensinar (At 28.31), ratifica-se isso, como já observado que a prisão em Roma é o local de redação das “Epístolas da Prisão”.

Em razão de as datas serem aproximadas, a estimativa da chegada de Paulo em Roma fica entre 60 e 62 d.C. Partindo dessa premissa, a data provável da escrita aos Efésios ocorreu por volta dos anos 61 e 62 d.C. Tíquico foi o portador das Epístolas aos Efésios e aos Colossenses, que, possivelmente, foram despachadas na mesma ocasião que a carta a Filemom (6.21; Cl 4.7-9).
  
II. DESTINATÁRIOS

1. A cidade de Éfeso

Por volta de 1050 a.C., invasores gregos expulsaram os habitantes da costa oeste da Ásia Menor e estabeleceram-se na cidade de Éfeso, que significa “desejável”. Ela ficava localizada no território da Lídia entre as cidades antigas de Esmirna e Mileto. Em 133 a.C., Éfeso foi anexada à província romana e tornou-se um centro político, comercial e religioso da Ásia Menor, atual país da Turquia. Era uma cidade portuária cujo Porto desaguava no mar Egeu. Por causa dessas boas instalações portuárias e das várias estradas que ligavam a cidade ao vasto Império Romano, Éfeso alcançou a posição de grande metrópole com cerca de 500 mil habitantes. Era a sede do procônsul romano e da confederação de cidades da Ásia Menor.

2. A religiosidade em Éfeso

A cidade abrigava o templo de Ártemis, que, na mitologia grega, era irmã gêmea do deus-sol Apoio, filha de Leto e Zeus, equivalente a Diana para os romanos. Ártemis ou Diana era a deusa pagã da fertilidade e protetora do parto — representada pela imagem de uma mulher com o tórax coberto de três ou quatro fileiras de seios. Ela personificava os poderes reprodutivos de homens e de animais. Associada aos rituais de fertilidade, tornou-se protetora da prostituição cerimonial, que fazia parte do culto sensual e da adoração idólatra em Éfeso.

O templo era considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Construído em 550 a.C., de arquitetura jónica formada de cedro, cipreste e mármore, era o principal centro religioso de Éfeso. O templo foi saqueado diversas vezes, incendiado e reconstruído pelo menos duas vezes. Apesar desses ataques de vandalismo e sucessivas reformas, após a metade do século I d.C., no período apostólico, a imponência do templo ainda impressionava.

O livro de Atos informa que a imagem adorada no templo havia “caído do céu” (At 19.35). Significa que algum meteorito fora recolhido e talhado para moldar a imagem. Essa crendice sinaliza que a religiosidade dos efésios era permeada de superstições. O cortejo do templo que abrangia sacerdotes, sacerdotisas, assistentes e escravos eunucos que cultuavam por meio de atos sexuais indica o nível de depravação e imoralidade daquela cidade.

O culto idólatra também era estimulado pela crença e pela prática do ocultismo referendado por inúmeros livros de artes mágicas, encantamentos, amuletos, poções, sacrilégios e feitiços. O temor dos fenômenos sobrenaturais ou supranormais mantinha a cidade espiritualmente cega e escravizada. Com a mensagem do Evangelho, muitos dos que receberam a Cristo “trouxeram os seus livros e os queimaram na presença de todos” (At 19.18,19).

Para os efésios, o templo, a prostituição cultual e o ocultismo representavam uma oportunidade ímpar de aquecer a economia da cidade. Éfeso devia a sua prosperidade financeira aos milhares de turistas e peregrinos que visitavam a capital. A maior fonte de renda era o comércio de nichos de prata da deusa, que eram comercializados no templo. A prostituição, a pornografia e as artes mágicas também auferiam lucros financeiros. Sendo o centro de vários outros cultos pagãos, inclusive o culto aos imperadores romanos deificados, a cidade era conhecida como arch paganismi, que quer dizer “o cúmulo do paganismo”.

Avalia-se que a exploração comercial e as questões econômicas em Éfeso trouxeram maiores dificuldades para Paulo do que as questões religiosas. O alvoroço por causa da pregação do apóstolo contra a idolatria foi motivado pelo medo de a profissão de ourives cair em descrédito (At 19.23-28). De fato, a defesa do templo e do culto a Diana foi apenas um pretexto religioso; a verdadeira intenção era afastar o perigo da queda e até mesmo a suspensão das vendas de imagens que “dava não pouco lucro aos artífices” (At 19.24).

3. A igreja de Éfeso

Paulo chegou a Éfeso por ocasião da sua terceira viagem missionária realizada no período aproximado de 53 a 57 d.C. (At 19.1). O apóstolo evangelizou a cidade e os seus arredores durante três anos (At 20.31). Durante a sua permanência em Éfeso, Paulo escreveu a primeira epístola aos Coríntios e, pelo menos, a maior parte da segunda. Por meio das epístolas aos Coríntios, é possível desvendar a gravidade e as agruras da batalha enfrentada por Paulo na capital da Ásia Menor: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos” (2 Co 1.8).

Quando desembarcou na cidade, o apóstolo encontrou 12 discípulos, os quais foram batizados nas águas e conduzidos a receber o batismo no Espírito Santo (At 19.5-7). Nesse registro, convém enfatizar a validação da experiência do batismo no Espírito Santo, ou seja, a evidência inicial de falar em línguas (At 19.6). Paulo, em seguida, evangelizou os judeus na sinagoga por um espaço de três meses, “disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus” (At 19.8). E, como alguns resistiram fortemente ao Evangelho “falando mal do Caminho”, voltou-se para os gentios pregando em um salão alugado na escola de Tirano (At 19.9). Nesse contexto, ressalta-se o uso da expressão “caminho”. O termo é empregado sete vezes no livro de Atos (9.2, ARA; 18.25; 19.9,23; 22.4; e 24.14,22) sempre para identificar os seguidores de Cristo; provavelmente, uma alusão ao texto messiânico “preparai o caminho do Senhor” (Is 40.3) e ao próprio Cristo, que se apresentou como sendo “o caminho” (Jo 14.6).

Durante três anos de muita dedicação e árduo trabalho missionário, a igreja cresceu e multiplicou-se. Feitos miraculosos e extraordinários foram operados naquela cidade imoral, supersticiosa, escravizada e refém de poderes ocultos. O poder de Deus sobrepujou a todo tipo de encantamentos e poções mágicas ao ponto de até os lenços e aventais do apóstolo serem levados para curar enfermidades e expulsar demônios (At 19.12). Nesse aspecto, é salutar entender o propósito da narrativa desses milagres incomuns, pois não se trata de texto normativo a ser seguido pela igreja, mas, sim, o registro da sobre-excelência e grandeza do poder de Deus “acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio [...]” (Ef 1.21).
  
4. A saudação epistolar

A saudação é a mais breve dentre todos os escritos de Paulo. Ele dirige-se “aos santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus” (1.1b), isto é, aqueles que foram separados e consagrados para ser propriedade peculiar de Deus (ver 1 Pe 2.9). Ao analisar essa saudação, o Doutor Russel Shedd (1929-2016) corrobora com a assertiva acima afirmando que “a palavra santo não significa uma pessoa que não peca. Pelo contrário [...], no Antigo Testamento, santo quer dizer ‘pessoa separada por Deus’; e no Novo Testamento [...] ‘alguém separado para pertencer exclusivamente a Deus’”. Desse modo, o pressuposto paulino é que os seus leitores eram realmente pessoas separadas e que estavam vivendo para Cristo. Quanto ao uso do termo grego pistoi, o teólogo Francis Foulkes enfatiza que “pode significar aqueles que têm fé, ou aqueles que são fiéis. Ambas as ideias podem ser aqui incluídas; eles são crentes e sua chamada é a fidelidade”. Isso quer dizer que os leitores não apenas criam, como também viviam a fé em obediência a Cristo.

Paulo cumprimenta os seus destinatários com as palavras “graça e paz” (1.2), uma expressão que lembra o favor gratuito e imerecido proveniente de Deus. Essa era uma saudação padrão do apóstolo em todas as suas cartas. Lembra também, em parte, a saudação favorita que um judeu fazia a outro: “Paz, paz seja com você”. Paulo, porém, vai além e eleva a expressão judaica à esfera cristã, acrescentando o termo graça. Ao comentar esse cumprimento, Matthew Henry (1662-1714) considera que a frase “expressa a boa vontade do apóstolo em relação aos seus amigos e é um desejo real pelo bem-estar deles. [...] Não há paz sem graça [...]. Essas bênçãos peculiares procedem de Deus, não como criador, mas como Pai”.

Em relação à área geográfica dos destinatários, no primeiro e segundo séculos do cristianismo, a epístola era aceita quase que universalmente sob o título de “Aos Efésios”. Entretanto, mais tarde, a veracidade do título original ocasionou controvérsias, e a designação passou a ser considerada incorreta.

Diante dessas constatações, variadas propostas de conciliação surgiram para elucidar a questão. Contudo, a posição adotada pela maioria dos intérpretes considera que a epístola era uma encíclica (uma circular) destinada aos cristãos de maioria gentílica das muitas igrejas da Ásia, tendo a sua origem em Éfeso, a metrópole mais importante da região. Sob essa perspectiva, cada uma das igrejas daquela região podia inserir o seu próprio nome na saudação original, “testemunhando a relevância de sua profunda mensagem pra todas as verdadeiras igrejas de Jesus Cristo”. E, como Éfeso tornou-se um dos grandes centros do movimento cristão primitivo a partir da igreja-mãe da populosa província romana na Ásia Menor, o título “aos Efésios” passou a identificar essa majestosa epístola.

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