Subsídio 2: O CHAMADO DE UM LÍDER (Classe: Jovens)


ATENÇÃO!
Este Estudo tem por objetivo auxiliar no aprofundamento da lição 2
Classe: Jovens | Revista Lições Bíblicas 2° Trimestre de 2020, CPAD | Autoria: Pr. Reynaldo Odilo | Compre Aqui a Revista.

Apalavra hebraica chakam, inserta em Provérbios 9.9, que é traduzida por “sábio”, no sentido ético e religioso, não é designada para a pessoa que acumulou conhecimentos científicos, mas denota alguém que recebeu a revelação, no seu entendimento, acerca de aspectos comportamentais e espirituais indispensáveis, alinhando-se, assim, ao discernimento da santidade e justiça de Deus. Por tal motivo, esse indivíduo sábio {chakam) tem um destaque acentuado nas Escrituras. Ele, por exemplo, fará mais diferença do que uma pessoa poderosa, como na seguinte história:


Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; veio contra ela um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela grandes baluartes. Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio [chakam], que a livrou pela sua sabedoria; contudo, ninguém se lembrou mais daquele pobre. (Ec 9.14,1, ARA)

Nessa perícope, demonstra-se a importância estratégica de um ser humano sábio no sentido bíblico, aquele que possui alto grau de discernimento (chakam), arrematando no versículo 18: Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, ou seja, a força da inteligência ética e espiritual (sabedoria) produz melhores resultados do que a truculência pessoal. É o caso de Josué, um homem que, embora fosse experimentado nas guerras, tinha como principal característica a sabedoria de Deus, pois sobre ele repousava o Espírito Santo. Isso lhe conferiu coragem e determinação para conduzir o povo do Senhor depois da morte de Moisés.

A sabedoria de Deus fez Josué destacar-se como general tanto diante de Deus como diante dos homens, tornando-se um expoente na conquista de Canaã, talvez o maior. Sem dúvida, a existência de alguém que lidere corretamente e dentro da vontade de Deus constitui-se a primeira e melhor estratégia para uma campanha bélica vitoriosa. Nesse diapasão, convém lembrar uma frase que se atribui ao imperador romano Júlio César: “Prefiro ter um general sem exército a um exército sem general”. Se em outros casos, não sabemos, mas, em relação a Josué, essa verdade certamente ressai de maneira irretorquível. Por tal razão, Deus investiu durante tanto tempo na sua formação como líder e confirmou o chamado de Josué de forma tão veemente.


I. Um Novo Tempo

1. Moisés morreu

A natureza é feita de ciclos, de etapas. O Sistema Solar, por exemplo, é formado por um conjunto de oito planetas, satélites naturais e milhares de asteroides e cometas que se conectam ao Sol por meio da gravidade; tudo isso interagindo com uma grande quantidade de gases e poeiras interplanetárias, demonstrando um fim maior nos seus movimentos: a manutenção da vida na Terra. A rotação dos astros celestes em torno do Sol repetem-se indefinidamente, mas não de maneira estática, pois, segundo os estudiosos, o astro-rei passa por ciclos que podem variar de alguns anos a milhares de anos, dentre os quais se pode citar: Ciclo de Schwabe, que oscila a cada temporada de 11 anos; Ciclo de Gleissberg, oscilação a cada período de 80 a 90 anos, podendo chegar a 115 anos; Ciclo de Suess, o qual varia de um período de 150 a 200 anos; Ciclo de Hallstattzeit, o qual varia, segundo se sugere, a cada lapso de 2.300 anos. Assim, a Via Láctea, galáxia onde o Sistema Solar está inserido, abriga no seu seio movimentos coordenados que, vez por outra, são alternados pela Mão invisível que sustém e controla o Universo.

As etapas da vida na Terra, partindo do mesmo princípio reinante no Universo, possuem regularidade nas mudanças das estações do ano; entretanto, cada uma apresenta nuances distintas, fomentando o ciclo vital no Planeta Azul. A Lua, que também interfere, de maneira importante, na vida na Terra, apresenta-se com as suas quatro fases. O movimento de rotação da Terra em volta do seu eixo a cada período de 24h igualmente possui divisão em dois turnos bem distintos: dia e noite. Assim, o Criador do Universo fatiou o tempo em séculos, estações do ano, meses, semanas, dias, etc.,

fazendo emergir nos homens o senso de mutação e renovação a fim de prepará-los para enfrentarem sem receio os desafios centrais da existência.

Com esse fatiamento do tempo, tornou-se possível a realização do milagre da renovação no coração dos homens cheios de esperança de que, “daqui para frente, tudo iria ser diferente”. Sem dúvida, essas mudanças de fases são importantes para a criação de um novo tempo de expectativas e de condutas. Nessa esteira, a existência dos seres humanos distribui-se em etapas bastante claras: nascimento, infância, adolescência, juventude, maturidade, velhice e, por fim, a morte, quando um ciclo familiar e social encerra-se e outro tem início.

Assim, Deus, quando quis que o seu povo tivesse uma nova perspectiva acerca da Terra Prometida, anunciou o último estágio da vida de Moisés ao dizer a Josué: “Moisés, meu servo, é morto” (Js 1.2). Com essa frase, o Senhor pôs fim a um período longo e vitorioso e abriu outro bem mais alvissareiro, em que não seria mais permitido voltar atrás. Moisés morreu, e o seu corpo nunca foi visto; entretanto, Josué e o povo acreditaram na voz de Deus, que serviu como o seu “atestado de óbito”. O povo ficou de luto, mas o grande líder não teve um enterro digno por Israel, pelo que o seu corpo foi sepultado pelo Senhor. Chegou-se ao fim de uma Era e, como sempre acontece, o começo de outra, para que não houvesse interrupção na obra do Eterno. Diante disso, o Senhor, logo em seguida, confirmou o chamamento outrora feito a Josué (Dt 31.14,15,23), o qual compreendeu a sua responsabilidade histórica diante daquele momento vital.

A morte de Moisés significou uma mudança importante de paradigma. Um novo padrão de relacionamento com Deus estava sendo estabelecido. O tempo de caminhada pelo deserto — período em que se colhia diariamente o maná e que se contava com a presença da nuvem para dar refrigério durante o dia, ou da coluna de fogo para aquecer e alumiar as noites frias do deserto — não mais existia. Descortinava-se a chegada de um tempo de conquistas!

Será que nós, os servos de Deus, no cotidiano da vida, apercebemo-nos quando chegam esses instantes de transição, em que Deus anela que deixemos tudo para trás e sigamos um novo rumo, absorvendo uma visão vinda direto do trono da graça? Ou será que queremos manter a todo custo o status quo, repetindo as experiências do passado, permanecendo, assim, em nossa zona de conforto? A mentalidade com a qual encaramos os recentes desafios colocados diante de nós vai definir o que acontecerá no futuro. Deus queria que Josué adquirisse esse padrão superior e, por isso, disse-lhe muitas verdades no momento inicial da jornada; Josué creu e, por conseguinte, obedeceu a todos os mandamentos do Altíssimo.

2. Assuma a liderança

Após Deus falar sobre o novo tempo, ordenou: “[...] levanta-te, pois, agora” (Js 1.2). Esse era um momento singular para a vida de Josué. Ele não podia adiar, criar algum obstáculo, atribuir, como fez Moisés quando do seu chamado diante da sarça de fogo ardente, ou qualquer escusa, por mais justificável que fosse do ponto de vista humano. Absolutamente! Josué deveria abraçar a sua maior responsabilidade com fé, sem qualquer vacilo, postergação ou receio, pois a palavra de Deus para ele era de urgência, de cumprimento imediato. E ele assim o fez!

Impressionante como muitos crentes, ao receberem um desafio do Altíssimo, sempre buscam contorná-lo, pedem outra “confirmação”, fazem uma campanha de oração... de um ano! Josué, porém, o qual nunca resistiu a Moisés ou mesmo o criticou, mas sempre se manteve submisso ao seu líder, não haveria de rejeitar a ordem do Senhor nesse momento. Esses instantes de fé são extremamente valiosos diante daquEle que julga todas as coisas. Josué alcançou um patamar tão notável diante de Deus que alguns teólogos ousam chamá-lo de “o Jesus do Antigo Testamento”, haja vista que nenhuma mácula de caráter verificou-se na sua trajetória, pois estava livre de todo desejo de autopromoção, cobiça ou egoísmo que manchasse a sua simplicidade e nobreza, tendo sido um homem de coragem inabalável e perseverança invencível, sempre demonstrando profunda confiança diante das dificuldades.6

A pergunta que repercute neste instante é: “E nós, a quem podemos ser comparados diante de Deus? Com os heróis da fé que venceram a força do fogo, que das fraquezas tiraram forças e colocaram os exércitos inimigos em fuga, ou com aqueles que, à semelhança de Acã, amaram o presente mundo e pereceram?”. Nossa decisão hoje, de como encaramos o chamado impostergável do Senhor, pode fazer toda a diferença nesta vida e no porvir.


3. Tenha iniciativa

O terceiro comando inicial de Deus foi: “[...] passa este Jordão, tu” (Js 1.2). O Senhor estava determinando que Josué transformasse a sua decisão em imediata conduta, como fez Abraão quando Deus pediu que sacrificasse Isaque, tendo o pai da fé partido para o lugar da oferta ainda na madrugada (Gn 22.2,3). O desejo de realização, concretizado em medidas efetivas, demonstra a qualificação daquele que é chamado pelo Senhor. Naamã, imediatamente após a cura, informou como serviria a Deus no seu país. O ex-endemoninhado de Gadara, logo após a sua libertação, quis fazer parte do ministério de Jesus. Paulo, em seguida à sua conversão, começou a pregar em Damasco. Enfim, os grandes homens de Deus sempre priorizaram a missão que receberam do Eterno na Terra acima de todas as coisas.

Josué, semelhantemente, seguindo a orientação do Alto, informou sem demora que o povo deveria preparar-se para passar o Jordão, o que significava, naquele momento, o rompimento com toda uma cultura de imobilismo, de inércia, de espera até que as circunstâncias melhorassem (quiçá diminuíssem as águas do Jordão). Não! Era a hora de uma tomada de posição. Josué estava alardeando: Vamos nos organizar. Chegou o momento de seguir adiante!

II. Conselhos para a conquista

1. Não despreze ninguém

Completando a fala anterior, Deus emendou: “[...] e todo este povo” (Js 1.2), algo bem diferente do que Ele disse acerca da geração anterior, a qual não entrou quase ninguém, salvo Josué e Calebe. 


O Senhor aceitou a segunda geração de hebreus que saiu do Egito e, por isso, determinou que ninguém ficasse de fora da travessia. Josué deveria conduzir todos, independentemente de qualquer contingência, à Terra Prometida aos seus ancestrais.

Todos eram absolutamente importantes para o Senhor na conquista de Canaã, independentemente de suas fraquezas pessoais. Certamente, no meio do povo, havia pessoas cobiçosas (como Acã), temerosas (Js 17.14-18), negligentes (Jz 18.1-3), mas, mesmo assim, eles deveriam possuir a herança de Deus. Aliás, é mister observar que é impossível alguém decepcionar a Deus, pois Ele já sabe o fim antes do começo. Assim, os equívocos éticos, morais e espirituais dos seus filhos não fazem com que Ele surpreenda-se e, perplexo, mude o curso da história, o seu plano “A”. O Eterno conhece o enredo de tudo, e todas as coisas estão escritas no seu livro.

Ao analisar as Escrituras, não se consegue vislumbrar ninguém, a não ser o Filho do Altíssimo, que tenha palmilhado por este mundo sem haver sido atingido pelo vírus contaminante do pecado. Homens da estirpe de Noé, José, Moisés, Daniel, dentre outros, notabilizaram-se em algumas áreas das suas existências, mas todos eles foram derrotados, em algum nível, pelo mal. Deus, porém, de forma pedagógica, em toda a Bíblia, demonstra que não é pelo grau de pureza que Ele usa ou não o homem, mas, sim, pela capacidade de arrependimento e contrição do pecador. Os grandes homens de Deus sempre estiveram dispostos a recomeçar. Eles frequentemente se arrependiam e nunca desistiam; esse foi o diferencial deles. A rigor, toda e qualquer virtude humana é insignificante diante da infinitude de Deus; Ele, porém, graciosamente, atenta e agrada-se de um coração quebrantado e humilde disposto a servi-lo (SI 51.17).

Exemplo disso pode ser observado na sarça que Moisés viu no deserto do Sinai, a qual ardia em fogo, mas não se consumia. Esse arbusto representava os homens comuns, talvez o próprio Moisés. As características pouco exuberantes daquela humilde planta eram suficientes, apesar dos seus nós, para o Senhor usá-la gloriosamente naquele instante histórico, fazendo emergir a presunção de que o Todo-Poderoso, da mesma maneira, poderia utilizar-se de pessoas repletas de fraquezas para a sua glória. Aliás, o apóstolo Paulo disse que se gloriava nas fraquezas, porque, quando ele considerava-se fraco, ele, na verdade, estava forte, na medida em que o poder de Deus aperfeiçoa-se na fraqueza.

2. Não se esqueça de Moisés

Outra coisa bastante interessante, observada na fala inicial de Deus a Josué, foi: “[...] como eu disse a Moisés” (Js 1.3), “[...] como fui com Moisés” (Js 1.5), “[...] fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou” (Js 1.7). O líder Moisés já havia morrido, mas a sua história, a sua conduta obediente, as suas palavras e os seus ensinamentos não deveriam ser esquecidos. O serviço prestado para Deus por Moisés, como uma semeadura, teria continuidade na obra de Josué, pois o Senhor sempre continua a fazer o que começou, pois está escrito: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la” (Fp 1.6, ARA). Assim, não sendo incoerente, o Altíssimo promoveu o galardão a quem desempenhou o trabalho para que se compreendesse perfeitamente que aquilo não se tratava de um novo projeto, mas de algo que começou séculos antes, quando Abrão saiu de Ur dos caldeus. O esforço empreendido por Moisés, que cavou os alicerces de uma sólida cultura judaica, agradou sobremaneira ao Senhor, que estava evidenciando o seu contentamento no ministério de Josué.

De outro lado, esquecer-se de Moisés seria uma ingratidão, uma injustiça, circunstância bastante comum entre os seres humanos, mas não com o Senhor. As lágrimas, os jejuns, as confissões e as intercessões, todo o amor de Moisés pelo povo, estavam gravados diante do Céu e, por essa razão, não era “página virada”, mas constituía-se em informação a ser difundida aos adoradores a fim de que se glorificasse ao Senhor, sabendo que todo o empenho tinha valido a pena. Acerca dessa característica do Eterno, o escritor aos hebreus arrematou: “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome” (Hb 6.10, ARA).

3. Viva, pregue e medite nas Escrituras

Em Josué 1.7,8, Deus estabeleceu três paradigmas importantes para o líder hebreu: a) seja fiel, quando determinou que ele deveria cumprir toda a Lei Mosaica sem desviar-se dela; b) faça contagiante a fidelidade, ao ordenar que falasse da Lei do Senhor aos outros continuamente para que todos conhecessem a Deus e, por último; c) prepare-se, estude a Bíblia constantemente, ao dizer que a meditação no Livro Santo deve ser feita diuturnamente, “porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás”.

Essas três condutas mencionadas pelo Senhor deveriam ser atendidas com muita rigidez (e assim o foram) por Josué. Em primeiro lugar, ser fiel significava estar de acordo com Deus, aspecto fundamental para o sucesso de qualquer jornada. Depois, fazer conhecido esse jeito de viver, difundi-lo a outras pessoas, era uma necessidade premente, de maneira que todo o povo estivesse debaixo da proteção de Deus. Registre-se, por oportuno, que, por causa da infidelidade, a geração de israelitas que saiu do Egito não alcançou a Terra da Promessa. Por fim, a terceira orientação era no sentido de que Josué estudasse a Palavra de Deus e, com isso, conhecesse a intimidade do caráter do Eterno, circunstância crucial para seguir-se adiante no relacionamento com o Criador.


III. Reconhecimento, Compromisso e Promessas

1. Reconheça seu chamado

Com a expressão “não to mandei eu?” (Js 1.9), o Eterno incutiu em Josué que ele era a pessoa escolhida para fazer a obra naquele momento, evitando que enfrentasse qualquer crise existencial, tentação com a qual o Inimigo frequentemente atinge os servos do Altíssimo. Quando não se tem convicção sobre qual missão a cumprir no Reino, a pessoa fica mais propensa a desistir da jornada. Não é à toa que Satanás tentou Jesus no deserto questionando-o a respeito de Ele ser o Filho de Deus. Ora, Deus, 40 dias antes, por ocasião do batismo de Jesus, havia afirmado peremptoriamente que Ele era o seu Filho amado; entretanto, o mal, de maneira sagaz, ousou pôr dúvida sobre a veracidade da palavra do Altíssimo — mesma estratégia utilizada na tentação no Éden.

Na verdade, para saber-se qual é a sua missão primordial, faz-se necessário ser identificado o que você mais ama fazer, qual sua melhor habilidade e o que você deseja mudar no mundo. Acima de tudo isso, deve-se analisar qual a motivação: ficar rico, famoso, atendendo a propósitos egoístas com sua atividade, ou, então, servir a Deus e ao próximo? O chamado de Deus claramente envolve de forma prioritária o tornar-se útil a um propósito maior, com sacrifício pessoal, de maneira altruística!

Com isso, Josué não teria dificuldade em conhecer qual o chamado de Deus para a vida na medida em que:
a) o seu coração ardia para fazer algo relevante para o Senhor em relação ao seu povo (Êx 24.13; 33.11; Nm 14.5-9);

b) Josué tinha habilidade no campo de batalha; esse era o seu ponto forte reconhecido por todos (Êx 17.9; Dt 3.28; 31.3,7; Js 2.24);

c) anelava trazer descanso para Israel, alocando-o numa terra que manasse leite e mel (Hb 4.8), conforme a promessa do Senhor. Nisso tudo, porém, não havia nenhuma intenção de autopromoção, de ficar rico, de ter poder temporal, mas, sim, de serviço, para a glória de Deus, fazendo o bem aos seus compatriotas. Assim, observando esses quesitos, Josué poderia ter plena convicção da missão a cumprir no Reino. Dessa forma, não existindo dúvida sobre a vontade de Deus, Josué então partiu para uma guerra santa, sabendo que estava debaixo da bênção do Todo-Poderoso.


2. Dê o máximo de si

A forma correta de relacionar-se com Deus constitui-se, basicamente, em dedicar tudo o que se tem a Ele. O mandamento divino, por exemplo, determina que se ame a Deus de todo o coração, e de toda a alma, e de todas as forças (Dt 6.5), ou seja, faz-se necessário que a pessoa leve cativa, colocando sobre o altar, toda a sua “razão e emoção”!

Na convocação que o Senhor fez (Js 1.2-9), Ele exigiu um compromisso de Josué: “Esforça-te”, ou, em outras palavras, “dê o máximo de si”! Essa expressão foi repetida três vezes, a saber, nos versículos 6,7 e 9. Caberia ao líder, portanto, dar o melhor de si, não viver em distrações e nunca perder o foco naquilo que realmente era importante — o projeto de Deus!

Muitas pessoas envolvem-se com tantas distrações no cotidiano da vida que se transformam em verdadeiros embaraços (Hb 12.1), fazendo com que a força para tocar atividades seja dividida entre o que é essencial para Deus e o que é supérfluo. Que Deus nos guarde de tal desperdício!

3. Promessas

Falar sobre o futuro é uma forma específica que o Espírito Santo utiliza para dar visão aguçada ao seu povo, pois a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam (Hb 11.1). Dessa forma, com a promessa, o Espírito Santo começa a incutir a expectativa do seu cumprimento, constituindo-se na força motriz de um caminhar perene, de uma fecunda confiança e de uma alegria contagiante. Por isso, ao longo da confirmação do chamado, o Senhor fez maravilhosas promessas a Josué com a finalidade de encorajá-lo na véspera da invasão de Canaã.7

Esses estímulos sempre são feitos pelo Eterno antes mesmo de qualquer projeto de fé. Dentre as promessas mencionadas por Deus, pode-se citar: a) Prosperidade, pois o Senhor disse: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado” (Js 1.3); b) Derrota dos inimigos ao mencionar: “Ninguém se susterá diante de ti, todos os dias da tua vida” (Js 1.5) e, também, c) Presença de Deus ao falar: “[...] não te deixarei nem te desampararei” (Js 1.5).

De tal modo, o Senhor não garantiu a Josué que Israel teria uma jornada tranquila (haveriam muitos inimigos e lutas), mas, sim, um final feliz e seguro, como sempre acontece àqueles que obedecem a Deus.

Conclusão

A confirmação do chamado de Deus para que Josué assumisse a liderança do povo de Israel demonstrou aspectos importantíssimos de todo e qualquer início de empreitada. Se não existisse um líder consciente do seu chamado, cheio de fé e coragem para seguir as ordens do Senhor e capaz de relacionar-se intimamente com Ele, os hebreus estariam fadados a sofrer um tremendo revés nas suas pretensões de conquistas. Entretanto, estando à frente um homem fiel e obediente, o povo encher-se-ia de fé, e a vitória estaria garantida.

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