Subsídio 2: A SUBLIMIDADE DAS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS EM CRISTO (Classe: Adultos)

ATENÇÃO!
Este Estudo tem por objetivo auxiliar no aprofundamento da lição 2
Classe: Adultos | Revista Lições Bíblicas 2° Trimestre de 2020, CPAD | Autoria: Pr. Douglas Baptista| Compre Aqui a Revista.

Na sentença de Efésios 1.3-14, o apóstolo introduziu a maioria dos temas que ele desenvolve nessa epístola. No texto grego, esses 12 versículos formam uma única sentença gramatical complexa de 202 palavras. O Comentário do Novo Testamento - Aplicação Pessoal informa que “esta seção forma uma bênção, chamada berakah, em hebraico, frequentemente utilizada na liturgia judaica. É um tributo a Deus e a todas as bênçãos que Ele dá a seu povo”.17 Essa assertiva ratifica que toda a boa dádiva procede de Deus e que somente Ele deve ser glorificado.

Em virtude da extensão da perícope referenciada (1.3-14), para fins exclusivamente didáticos, abordaremos nesse capítulo a grandeza, a excelência e a perfeição do projeto divino em conceder bênçãos espirituais aos seus escolhidos. A compreensão desses aspectos passa pela firme convicção paulina que aprouve a Deus desde a eternidade projetar um plano de restauração e reconciliação à humanidade caída.

VEJA TAMBÉM:
Lição 2 - A Sublimidade das Bençãos Espirituais em Cristo – Aqui
Lição 3 - Eleição e Predestinação – Aqui
Lição 5 - Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo - Aqui




I. A NOVA POSIÇÃO EM CRISTO

1. A Doxologia
Ao descrever a sublimidade dessas dádivas, Paulo inicia com a doxologia: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 1.3a). Mercê desse verdadeiro tributo ao Deus-Pai, é preciso estudar e tomar essas bênçãos na ordem em que se apresentam:

A ordem é de extrema importância. Por causa do nosso miserável subjetivismo, sempre temos a tendência de concentrar-nos logo nas bênçãos; sempre queremos algo para nós mesmos. Contudo, o apóstolo insiste em que comecemos com Deus, e com o culto que Lhe devemos. Não devemos precipitar-nos à presença de Deus na oração nem em qualquer outro aspecto; sempre devemos começar pela compreensão de quem Deus é [...] o apóstolo insiste na ordem certa e apropriada; e devemos considerar a natureza das bênçãos só depois que tivermos cultuado a Deus e louvado Seu nome, e depois que tivermos compreendido o que Deus fez a fim de que nos possibilitasse recebermos bênçãos.

Nessa perspectiva, logo após os versículos de abertura (1.1-2), percebe-se uma longa sequência de um hino de louvor em gratidão pela bondade ativa de Deus (1.3-14). Ao constatarem que essa sentença de 202 palavras não estava dividida em versículos no texto original, mas que formavam uma única frase, os comentaristas consideram essa extraordinária doxologia como uma das passagens mais profundas da Bíblia e, provavelmente, a frase mais magnífica de toda a literatura.

Outro aspecto de suma importância presente nessa doxologia é o seu caráter trinitário. Nas concepções formuladas nas três estrofes da perícope, o apóstolo faz notável referência à Santíssima Trindade. Ao apresentar cada novo argumento, Paulo realça a contribuição de cada uma das três pessoas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo:

O Pai decidiu redimir as pessoas para si próprio (1.3-6); o Filho, pelo preço de sua morte sacrificial, também é o Redentor, e aquEle através do qual a Igreja é a escolhida (1.7- 12), e o Espírito Santo aplica a presença viva e a obra de Cristo à Igreja e à experiência humana (1.13-14).20

Essa admirável sentença tem início com o adjetivo grego “Bendito”. Uma expressão rabínica dirigida especialmente para Deus e que significa “digno de louvor”. O termo hebraico correspondente é barukh e aparece no Salmo 68.19: “Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios; o Deus que é a nossa salvação”. Na versão grega da Septuaginta, o termo “bendito” foi traduzido por eulogetos, que é a mesma palavra usada por Paulo em Efésios. O sentido aqui, portanto, é “Deus seja louvado ou exaltado!”.

Esse ser divino digno de ser adorado é identificado na elocução como “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1.3a). Além de apontar para a Santíssima Trindade, com ênfase na natureza divina do Filho, a frase também assevera que Deus-Pai é a fonte de toda a sorte de bênçãos.

A partir dessa explosão inicial de adoração, Paulo segue até o versículo 14 com esse maravilhoso tributo ao Eterno e as suas muitas bênçãos concedidas aos homens. Trata-se, portanto, de um hino teológico de gratidão, com a repetição do refrão ao final de cada uma das três estrofes dessa admirável doxologia “para louvor e glória da sua graça” (1.6) e outra vez “para louvor da sua glória” (1.12) e, novamente, “para louvor da sua glória” (1.14).

2. As bênçãos espirituais

Na sequência do texto, Paulo assevera que Deus “nos abençoou com todas as bênçãos espirituais” (1.3b). Aqui, o verbo “abençoar” está conjugado no particípio, no tempo aoristo e voz ativa. O tempo do verbo aoristo indica uma ação acabada, o que sinaliza que fomos completamente “abençoados”. Obviamente que as bênçãos aqui não são dádivas materiais, e sim algo imaterial proveniente dos “lugares celestiais em Cristo” (1.3c), isto é, vindo do reino espiritual. A discussão empreendida por alguns para identificar uma possível localização geográfica dos lugares celestiais é inócua e sem propósito. Paulo usa essa expressão cinco vezes nessa epístola sempre indicando o mundo invisível da realidade espiritual (1.2,20; 2.6; 3.10; 6.12). Isso significa que, no versículo em apreço, “essas bênçãos espirituais são celestiais em sua origem, e que do céu vieram para os santos e crentes que se acham na terra”.22 Diante dessa realidade, Matthew Henry (1662-1714) alerta que “deveríamos aprender a reconhecer as coisas espirituais e celestiais como as coisas principais, as bênçãos espirituais e celestiais como as melhores bênçãos”.

Essas bênçãos são mencionadas na longa sentença (1.3-14). A lista das inúmeras e copiosas bênçãos pelas quais Deus deve ser louvado é descrita “como uma bola de neve que vai saltando morro abaixo, aumentando de volume à medida que desce”.24 Com o coração inflamado pelo ardor das revelações, o apóstolo descreve que Deus elegeu-nos para sermos santos (1.4), predestinou-nos para sermos filhos (1.5), fez-nos agradáveis para si (1.6), remiu-nos por meio do sangue de Cristo (1.7), acolheu-nos pela sua vontade redentora (1.8-12), revelou-nos a Palavra da verdade (1.13a), selou-nos com o Espírito Santo da promessa (1.13b) e ainda garantiu a validade dessa promessa (1.14). E, nesse conjunto de dádivas espirituais, outra vez é possível notar o caráter trinitário da epístola, ou seja, todas as bênçãos provêm de Deus, que planejou a redenção, do Filho, que a realizou, e do Espírito Santo, que a garante. Essas bênçãos conduzem-nos a exclamar como Paulo: “Bendito seja Deus e Pai!”.

3. A nova condição em Cristo

A expressão “em Cristo” ou o seu equivalente “Nele”, “no Senhor”, “em quem”, etc., ocorre dez vezes na longa sentença já citada (1.1,3,4,5,6,7,9,10,12 e 13); isso significa que é exclusivamente em conexão com Cristo que somos abençoados com todas as bênçãos espirituais. Nesse sentido, o enunciado refere-se à pessoa de Cristo e à obra que Ele realizou no calvário (Jo 1.3; Hb 5.9; 9.12); também se relaciona com nossa experiência de união com Ele por meio da conversão (Gl 3.26-29). Em termos gerais, revela que nenhuma dessas maravilhosas dádivas seria possível sem Cristo. O apóstolo João, no seu Evangelho, antecipara essa verdade quando assegurou que “todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3).

Esses dois vocábulos “em Cristo” aparecem 164 vezes nas epístolas paulinas. A maioria dos intérpretes concorda que a expressão também indica “comunhão espiritual” e “nova vida” com Cristo e em Cristo. Escrevendo aos Coríntios, Paulo afirmou: “[...] se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Essa assertiva quer dizer que uma “nova condição” é conferida para quem está “em Cristo”, sendo, portanto, o oposto da antiga vida “em Adão” condenada pela prática do pecado (Rm 5.11-15). Desse modo, “em Cristo” estamos libertos das concupiscências do engano de nossa vida passada (Ef 4.22). Não andamos mais em trevas, mas agora somos filhos da luz (5.8). NEle passamos da morte para a vida (2.1). Assim, essa nossa nova posição é caracterizada pela salvação “em Cristo” e por todos os benefícios advindos dessa redenção.

II.    UMA VIDA CRISTOCÊNTRICA NESTE MUNDO


1. A revelação do mistério

O substantivo grego mysterion (mistério) ocorre periodicamente em Efésios com referência a alguma coisa previamente desconhecida, mas agora revelada (1.9; 3.3,4,9; 5.32; 6.19). Desse modo, a sentença “descobrindo-nos o mistério da sua vontade” (1.9a) sinaliza que a verdade que estivera oculta foi desvendada “aos seus santos” (Cl 1.26). Em contraste com o pensamento corrente da sua época, o apóstolo é categórico ao declarar que o propósito divino anteriormente mantido em segredo por meio de Cristo tornou-se conhecido.

O mistério revelado diz respeito aos decretos eternos que Deus planejara pela sua soberana vontade, com o propósito de salvar os pecadores e de restaurar todas as coisas. O impacto dessa revelação refere-se à abrangência da salvação estendida também aos gentios. Porém, apesar de isso ser verdade, a extensão das dádivas aos gentios não era totalmente desconhecida no Antigo Testamento (Gn 12.3; 22.18). Assim, a grande surpresa foi a descoberta que, no plano divino, tanto judeus quanto gentios desfrutam das mesmas bênçãos celestiais (Ef 3.6), e o impacto mais surpreendente foi saber que Deus projetara reconciliar ambos os povos — judeus e gentios formando um único povo, a Igreja (2.1-22).

Essa vontade divina foi revelada “segundo o seu beneplácito” (1.9b). A expressão “beneplácito” significa que tudo se fez conforme aquilo que Deus agradou-se em fazer, isto é, a decisão de incluir judeus e gentios no plano da salvação e o tempo para desvendar esse mistério aconteceu conforme o seu querer. Porque “lhe pareceu bom” fazer assim, e os seus atributos divinos indicam que Ele agiu movido por amor, bondade e misericórdia (Rm 9.15-16; 11.32). Dessa forma, a sua soberana vontade foi executada conforme o seu desígnio por intermédio de Cristo para que o Filho em tudo tivesse a preeminência (Cl 1.16-20).

2. A plenitude dos tempos

Paulo revela que, no plano estabelecido, Deus fará “tornar a congregar em Cristo todas as coisas” (1.10a). A versão Almeida Revista e Atualizada (ARA) traduz como “fazer convergir nele”. O verbo grego empregado aqui é anakephalaiõ e tem o significado geral de “reunir as coisas” ou “resumir as coisas”. Ele é usado duas vezes em todo o Novo Testamento. Aos Romanos, o sentido é de resumo da Lei: “se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Rm 13.9). Aos Efésios, o sentido é de congregar e convergir, ou mesmo reunir todas as coisas em Cristo (1.10a). Logo mais adiante, no versículo 22, Paulo ratifica esse conceito ao afirmar que “esta convergência para Cristo acontecerá com a submissão do mundo a Ele como o Cabeça”.26 Implica dizer que, a começar pela redenção da Igreja, todo o Universo, céus e terra estarão submissos à autoridade de Cristo (Rm 14.11; 2 Co 10.5). Isso inclui tudo o que foi criado por Cristo e para Cristo e que subsiste em Cristo (Jo 1.1-3; Hb 1.2-3). Indica que a ruptura provocada pelo pecado em Adão é  completamente restaurada em Cristo. Essa declaração não tem a conotação universalista de que todos serão salvos no fim, mas que finalmente tudo estará como Deus projetou: Cristo, a cabeça da Igreja e também a cabeça do Universo (Ef 1.21-23).

A consumação desse plano divino será “na dispensação da plenitude dos tempos” (1.10b). O conceito de “dispensação” refere-se ao modo divino de o Senhor Deus relacionar-se com a humanidade em diferentes períodos da História. De acordo com essa doutrina, essa atividade divina acha-se dividida em sete dispensações: (1) inocência; (2) consciência; (3) governo humano; (4) promessa; (5) lei; (6) graça e (7) Reino.27 Entretanto, embora esse conceito seja possível nessa passagem, o foco aqui está no “tempo” em que finalmente se dará o pleno cumprimento do plano divino. A palavra grega empregada para “tempo” não é chronos, com a ideia de cronologia, mas kairos, que é o tempo divino previamente determinado para quando todas as coisas estarão sob o domínio de Cristo (At 1.7). Desse modo, entende-se que a dispensação da plenitude dos tempos deve ser identificada com a hora certa, onde “toda a criação será como Deus a criou para ser — perfeita, eterna e cumprindo a sua função pretendida para louvar a Deus”.28

Certamente que esse conceito aponta para a consumação completa da redenção, só que não podemos ser extremados em nosso entendimento escatológico da expressão “plenitude dos tempos”. O Comentário Bíblico Beacon salienta que “o tempo de Jesus Cristo não é somente o cumprimento do tempo messiânico profético [...] é também o cumprimento de todos os tempos”.29 Portanto, embora o termo sinalize o que Deus irá fazer na segunda vinda do seu Filho, deve-se também levar em conta a redenção que teve começo na primeira vinda. No presente, Cristo já é a Cabeça da Igreja; e, no porvir, também será a Cabeça do Universo (Ef 1.21-23). Aos Colossenses, Paulo corrobora com essa ideia e acrescenta que foi em Cristo, a cabeça da Igreja, que Deus deu início ao seu plano de recuperar o Universo para si (Cl 1.18-20).

III.  ESPÍRITO SANTO: O PENHOR DE NOSSA HERANÇA


1. O selo do Espírito Santo

Nessa última estrofe da doxologia de Efésios, o Espírito Santo recebe três designações: uma promessa, um selo e uma garantia (Ef 1.13,14). A Terceira Pessoa da Trindade é primeiramente denominada por Paulo como “o Espírito Santo da promessa” (1.13). O enunciado implica dizer, em outras palavras, o “Santo Espírito prometido, a saber, aquele que foi outorgado em cumprimento das promessas divinas”.31 Além de ser prometido no Novo Testamento por Jesus aos seus discípulos (Jo 14.16-17; 15.26; 16.13; At 1.4), o Espírito Santo também era promessa presente no Antigo Testamento (Is 32.15; 44.3; Jl 2.28). O cumprimento dessa promessa e o seu objetivo são assim definidos:

O Espírito Santo veio para que Deus estivesse em seus seguidores, após o retorno de Cristo para o céu [...]. Os crentes recebiam o Espírito Santo quando recebiam a Jesus Cristo. A transformação que o Espírito Santo realiza na vida de um crente (conforme descrito em Gálatas 5.22,23) inegavelmente marca a presença e a posse de Deus naquela vida.

Na segunda designação, o apóstolo faz uso da linguagem figurada do “selo” para enfatizar o papel do Espírito Santo na Obra da redenção (Ef 1.13b). O selo era utilizado como sinal de autoridade, autenticidade, propriedade e posse pessoal. Ele poderia ser gravado e empregado de várias formas. O instrumento usado para esse fim era esculpido para reproduzir algum padrão-distinto em argila, cera e outros. Os animais, por exemplo, e até mesmo os escravos tinham os corpos marcados para identificar os seus proprietários. Nas religiões pagãs entre os gentios, os devotos recebiam marcas no corpo que assinalavam a divindade a que pertenciam.

Nesses exemplos, o uso do selo sempre é uma marca exterior e visível ao olho humano. O selo do Espírito Santo, porém, é uma marca interior e espiritual não perceptível ao homem carnal. Os que recebem o Espírito Santo são identificados por Deus como pertencentes a Cristo. Esses crentes são assinalados como propriedade particular de Cristo, a Cabeça da Igreja. Desse modo, o Espírito Santo testifica quem são os filhos de Deus (Rm 8.9,15-16), e o maligno não lhes toca (1 Jo 5.18). Assim, ao habitar no crente, a Terceira Pessoa da Trindade possui o papel de regenerar, purificar e santificar (1 Co 6.11). Ele é quem convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7-8) e que também produz no crente o fruto do verdadeiro relacionamento com Deus (Gl 5.22-23).

Acerca dessa dádiva especial, Paulo ensina que aquele que ouve a Palavra de Deus — o Evangelho da salvação — e que se rende a Cristo por meio da fé recebe o selo do Espírito Santo no momento da conversão (Ef 1.13). Nesse sentido, a Escritura assevera que “ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (1 Co 12.3, ARA). Assim, na doutrina pentecostal, “a regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior”.33 Nesse sentido, a fim de dirimir dúvidas, convém destacar a distinção doutrinária entre a experiência da salvação, ocasião em que o crente é “selado”, e o batismo no Espírito Santo, ocasião em que o crente recebe o revestimento de poder:

Na experiência da salvação, o Espírito Santo passa a habitar no novo crente. Todos os crentes em Jesus já têm o Espírito Santo, pois Ele mesmo é quem conduz o pecador a Cristo. O batismo no Espírito Santo é algo distinto do novo nascimento; significa o recebimento de poder espiritual para realizar a obra da expansão do Evangelho em todo o mundo, para uma vida cristã vitoriosa e também uma adoração mais profunda.

2. O penhor de nossa herança

A terceira designação do Espírito Santo em Efésios vem do termo grego arrabon, que pode ser traduzido como “depósito”, “penhor”, “garantia” ou, ainda, “primeira parcela” (1.14a). A palavra tem origem semítica com o sentido de “fiança” e era usada nas transações comerciais para assegurar o preço ou para garantir o pagamento de algo. Era uma espécie de adiantamento realizado nas negociações comerciais, “criando a promessa de que o comprador completaria a transação e pagaria a quantia total”.36 As expressões “sinal” e “caução” como princípio de pagamento têm origem nesse conceito e ainda é utilizado em transações financeiras diversas que envolvem a aquisição de bens móveis ou imóveis.

Nessa concepção, Paulo ensina que o Espírito Santo é “o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus” (Ef 1.14). Em outras palavras, o Espírito Santo é o depósito que garante nossa herança em Cristo (2 Co 1.21-22; 5.5). Trata-se do pagamento da primeira parcela de todas as promessas que Deus fez ao seu povo. A presença do Espírito Santo em nós não apenas assegura-nos a vida eterna, como também nos faz experimentar, no tempo presente, uma amostra do gozo que desfrutaremos com Cristo na eternidade.

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