As Prioridades do Pastor

O Manual Pastor Pentecostal – Teologia e Práticas Pastorais, nos apresenta as principais prioridades de um obreiro, vejamos então quais são elas.

De acordo com o referido manual, manter as prioridades em sua devida ordem é um dos maiores desafios que o pastor enfrenta. As muitas ocupações do pastorado constantemente pressionam os ministros a comprometer a oração, a vida devocional, a família e, às vezes, até o padrão moral exigido pela Palavra de Deus.


As prioridades do ministro do Evangelho devem estar nesta ordem: (1) seu relacionamento com o Senhor, (2) sua esposa e filhos e (3) seu ministério e trabalho.
1. SEU RELACIONAMENTO COM O SENHOR.
Sua vida devocional é absoluta mente decisiva. Precisamos separar diariamente tempo para orar, ler e meditar na Bíblia Sagrada (grifo nosso).

O salmista Davi disse: “Pela manhã, ouvirás a minha voz, ó Senhor; pela manhã, me apresentarei a ti, e vigiarei” (SI 5.3).

2. SEU RELACIONAMENTO COM A ESPOSA E FILHOS.
Alguns ministros ficam tão ocupados, que negligenciam as necessidades emocionais, alimentares e outras carências da família. Esposa e filhos podem ficar ressentidos contra o ministério, e mesmo contra Deus, tudo porque o chefe da família falhou em suprir-lhes as necessidades básicas.

Paulo instruiu a Timóteo:
Se alguém não sabe governar sua própria casa, te rá cuidado da igreja de Deus? (1Tm 3.5).

3. A OBRA DO MINISTÉRIO.
Os ministros devem trabalhar com afinco, tendo sempre em vista a chamada de Deus e o ofício sob o poder dinâmico do Espírito Santo. Paulo descreveu o ministério pastoral em 1 e 2 Timóteo e em Tito. À medida que você consultar e vivenciar essas epístolas, enquanto anda intimamente com Deus e serve a família que Ele lhe deu, seu ministério será cumprido com excelência.

OS MINISTROS DEVEM OBSERVAR ESTES FUNDAMENTOS:

a) Dê amplo tempo para a pregação da Palavra de Deus.
Quando as pessoas se reúnem, precisam ser alimentadas com a Palavra. Elas estão famintas pelas verdades espirituais. Como pastor, é sua responsabilidade nutri-las com uma dieta espiritualmente balanceada. Isso significa que você tem de passar bastante tempo estudando e se preparando. Os primeiros apóstolos compreenderam isso, porquanto determinaram:
Nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (At 6.4). A Bíblia nos diz: Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra (2Tm 3.16,17).

b) Qualquer coisa permanente na igreja virá pela oração e jejum.
Deus só opera na igreja que está impregnada pelo espírito de oração. D. L. Moody disse: “Aqueles que deixaram a mais profunda marca nesta terra amaldiçoada pelo pecado foram homens e mulheres de oração. Você descobrirá que a oração é a força poderosa que tem movido não somente Deus, mas também o homem”.

O jejum indica intensidade na oração. O padrão de orações polidas de três a cinco minuto não será suficiente. Mas uma intensidade de oração que descarta o conforto e os manjares da vida demonstra a sinceridade do coração segundo o próprio coração de Deus.

c) A igreja deve estar envolvida em evangelismo.
Deus honra o princípio da semeadura e da colheita, ou seja, aquilo que você semeia, colhe. Colher requer algum plantio, ou evangelismo, utilizando-se de alguns meios como o rádio, a TV, Internet, a literatura ou a visitação de porta em porta.

d) A igreja deve estar envolvida em missões nacionais e estrangeiras.
Missões estão no coração de Deus, pois significam alcançar os perdidos. Deus não deseja que ninguém pereça. A igreja não foi criada para ser um museu, mas um hospital — uma estação salva-vidas. Portanto, oportunidades devem ser dada em todos os cultos para que pessoas sejam salvas.
Demonstre à congregação que missões mundiais são a tônica de suas prioridades. Patrocine uma convenção sobre missões. Faça com que missionários tomem parte em seus cultos com frequência. Dê o máximo que você puder.

e) Cada igreja deve ter um programa de discipulado.
O discipulado é a divisão de treinamento da igreja. Jesus ordenou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações” (Mt 28.19). À medida que o reavivamento der poder ao Corpo de Cristo (a Igreja) e o clima espiritual continuar subindo, a necessidade de treinamento, ensino e discipulado dentro da igreja local tomar-se-á premente.

f) Treine e envolva os crentes leigos na obra do ministério.
Paulo instrui os que ocupam ministérios de liderança a estarem continuamente envolvidos no “aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério” (Ef 4.12). Deus tem usado poderosamente os leigos que desejam participar do que Ele está fazendo. Os dons do Espírito (1 Co 12 e 14) não são apenas para o ministério: “A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.7,11).


Os ministros do Evangelho têm o privilégio de ajudar os crentes leigos a encontrar seu espaço no ministério. Nem todos podem cantar no coral, ser porteiros ou ensinar na Escola Dominical, mas há outros lugares no ministério cristão. Nunca foi a intenção de Deus que houvesse crentes de banco. Ele quer que todos os membros do Corpo de Cristo tomem parte na obra do seu Reino.[1]
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Fonte: ALVES, Jair. O Obreiro Diferenciado


[1] Nota. Fonte: Manual Pastor Pentecostal – Teologia e Práticas Pastorais. 3ª Edição/2005 – CPAD| Divulgação: Cristão Veja



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