Lição 3 - Não se Metam com os Ídolos


Assunto: O DECÁLOGO – A Ética do Sinai
Lição: Jovens e Adultos
Trimestre: 2° de 2020
Comentarista: Pr. Walter Brunelli
Editora: Central Gospel / Revista do Professor

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Salmo 115.1-8; 1 Coríntios 10.18-21
TEXTO ÁUREO
Portanto, meus amados, fugi da idolatria. 1 Coríntios 10.14
Veja também:
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SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira-João 4.19-24
Deus é espírito
3ª feira - João 20.19-30
Bem-aventurados os que não viram e creram
4ª feira -Atos 17.15-32
Uma cidade entregue à idolatria
5ª feira - 1 Tessalonicenses 1.8-10
Dos ídolos vos convertestes a Deus
 feira - Hebreus 11.1,2
Aquilo que se vê não foi feito do que é aparente
Sábado - 1 João 5.14-21
Filhinhos, guardai-vos dos ídolos
OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

• entender que Deus proíbe todo tipo de idolatria;
• compreender que a idolatria é uma disposição mental capaz de atribuir poderes divinos a objetos ou pessoas;
• perceber que a idolatria desvia a atenção do homem de Deus e é a própria contradição da fé.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

Caro professor, para cativar os seus alunos, o professor necessita entender a realidade das gerações mais modernas, denominadas pelos sociólogos como gerações Y e Z. A geração Y é definida como a geração dos nascidos em meados da década de 1970 até meados da década de 1990. A geração Z compreende os nascidos entre 1993 e 1995, geração que corresponde à idealização e ao nascimento da World Wide Web, uma época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. 


Trata-se de uma geração que nunca concebeu a vida sem computador e, por isso mesmo, é totalmente influenciada, desde o berço, por um mundo repleto de informações que a fazem pensar, relacionar-se e viver de um modo bastante diferente da geração que a antecedeu. Aqueles que não fazem parte das gerações Y e Z são os chamados imigrantes digitais. Entender isso levará o professor a estudar o mundo do aluno e a lançar mão dos métodos mais eficientes para alcançá-lo (Revista Educação Cristã Hoje, ns 1. Central Gospel, 2012, p. 27).
Deus o abençoe!
COMENTÁRIO
Palavra introdutória

Constata-se, pelas Escrituras Sagradas, que o Soberano não admite, em hipótese alguma, que Ele seja substituído por deuses, sejam eles físicos ou imaginários, com ou sem vida. Afinal, como vaticina o profeta: Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura (Is 42.8). Nesta lição, nos ateremos à questão da idolatria, conforme o nosso estudo, baseados na ética dos Dez Mandamentos, tratando, particularmente, do segundo mandamento que proíbe a construção e/ou a rendição diante de qualquer tipo de ídolo (Êx 20.4,5).

Considerando as práticas idólatras do Egito — de onde os hebreus saíram — e as de Canaã — para onde se dirigiram —, Deus tinha a necessidade de criar uma Lei severa que condenasse a repetição de tais práticas a fim de proteger o Seu povo daquele mal. O problema de se criar imagens não consistia apenas em venerá-las, mas em desorientar totalmente o homem na sua compreensão acerca do verdadeiro Deus.

1. O QUE É IDOLATRIA


O ser humano, desde o início da sua história, busca a representação de uma divindade com a qual possa relacionar--se de forma visível e palpável, em busca de orientações e bênçãos. Nesse caso, não basta falar com tal representação, é preciso enxergá-la e atribuir-lhe vida, a fim de que, diante dela, seja possível prostrar-se em adoração; e, na convivência com esse ídolo, estabelece-se uma relação de afetividade (SI 115.1-8).

A idolatria é a representação imagética, por escultura ou figura, de um suposto deus, de alguma divindade, de um santo, de um anjo, de um homem ou de um animal. Mas, pasmem: a idolatria pode se dar até mesmo em relação ao Deus santo, quando — por ignorância ou cobiça — efetiva-se a tentativa de confiná-lo a um objeto, tais como um copo d'água ou outro símbolo qualquer.

1.1. A fabricação de ídolos

Há magníficas obras de arte expostas em museus, praças e pontes; além disso, há inúmeras obras de arquitetura espalhadas pelo mundo, tais como estátuas e imagens de animais, homens e até de supostas divindades. Deus não se opõe às artes, afinal foi Ele quem deu ao homem a capacidade de criar. Bezalel e Aolia-be, por exemplo, construíram o tabernáculo, uma verdadeira obra de arte, repleta de significado espiritual (Êx 31.1-11). O que não se pode é transformar qualquer representação imagética em objetos de adoração.

No segundo mandamento, o verbo fazer é empregado no imperativo negativo: não farás para ti (...). O primeiro erro na prática da idolatria, portanto, está no fazer (Êx 20.4; 34.17; SI 115.8).
 
O maior problema na fabricação de um ídolo, seja ele qual for, é que o ídolo encarrega-se de negar a natureza divina: Deus é Espírito (2 Co 3.17; Jo 4.24). Além disso, a necessidade humana de ver a representação daquilo que seria o seu deus deve-se à sua incapacidade de crer no Deus invisível. Jesus disse: Bem-aventurado os que não viram e creram (Jo 20.29).

1.2.   Característica dos ídolos

Um dos objetivos do segundo mandamento é acabar com a falsa espiritualidade (idolatria) e conduzir Israel — e o ser humano de modo geral — ao único Deus (1 Tm 1.17).

As características peculiares atribuídas aos ídolos implicam os seguintes fatos:

• tomam-se semelhantes àqueles que os fazem, ou seja, depois de fabricados, exercem algum poder sobre aqueles que os fabricaram (SI 115.8);

• podem ser deslocados de um local para outro, ou seja, uma divindade permite-se ser criada e controlada pelo homem (Is 44.9-11).

2. A IDOLATRIA NO ANTIGO TESTAMENTO


De quem menos se esperava veio uma demonstração de ofensiva idolatria: dos hebreus, enquanto peregrinavam pelo deserto. Pelo fato de Moisés ter-se ausentado do convívio com o povo por 40 dias, enquanto permanecia na presença de Deus no monte Sinai, os hebreus, liderados por Arão, fizeram um bezerro de ouro, receando que Moisés não retornasse para guiá-los rumo à Terra Prometida, ou seja, eles fizeram um deus visível e o cultuaram à moda dos cultos pagãos, com danças (Êx 32.19).

Embora a idolatria, nesta passagem, tenha se manifestado na construção de um objeto concreto, ela se revela de várias formas, isto é, não se limita à feitura de um ídolo de metal. Em termos teológicos, os cristãos não têm qualquer ídolo; contudo, certas coisas e/ou pessoas podem tornar-se mais importantes para eles do que o Criador.

2.1.   Reis idólatras

Os reis de Israel (Reino do Norte) e Judá (Reino do Sul) aparecem no texto bíblico em simultaneidade; todos ficaram conhecidos como, ou reis bons — os que fizeram o que era reto aos olhos do Senhor —, ou reis maus — os que fizeram o que era mau aos olhos do Senhor (1 Rs 16.30; 2 Rs 18.3). O que mais pesava nessa avaliação era sua tolerância e/ou a intolerância em relação aos ídolos.

Alguns reis de Israel e de Judá foram idólatras, tais como Jeroboão, o precipitador da idolatria no Reino do Norte (1 Rs 12.31,32; 13.33); Roboão (1 Rs 14.23); Zinri (1 Rs 16.19); Onri (1 Rs 16.25,26); Acabe (1 Rs 16.30-33); Acazias (1 Rs 22.52), dentre outros. Alguns reis não foram idólatras, porém toleraram a idolatria na nação, como Asa (1 Rs 15.12-15); Jo-safá (1 Rs 22.43,44); Joás (2 Rs 12.3); Amazias, Azarias (2 Rs 14.1-4) e Jotão (2 Rs 15.32-35). Mas, houve também os que não foram indulgentes com a idolatria, antes, destruíram as imagens e os seus altares e evocaram o segundo mandamento da lei de Deus, como Ezequias (2 Rs 18.1-4) e Josias (2 Rs 22.1,2; 2 Cr 34.4).

2.2. Relação com práticas adivinhadoras

Na ansiedade pelo dia de amanhã e na inquietude pela realização dos sonhos, o ser humano tende a aproximar-se do sobrenatural para obter orientações e bênçãos; e é por isso que muitos veem na mística que envolve os ídolos o caminho mais propício para chegar ao fim almejado. O idólatra, no entanto, não raras vezes, ultrapassa a sua relação com as imagens, deixando-se seduzir pelo engodo de qualquer meio de prognosticação do futuro como, por exemplo, a astrologia (Is 47.13). Observe:

• a Babilônia era dada à astrologia, mas os astrólogos daquela terra não puderam interpretar o sonho de Nabucodonosor (Dn 2.27);
• o Reino do Norte caiu nas mãos dos assírios porque enveredou pelo caminho da idolatria, incluindo a astrologia (2 Rs 17.16);

• o perverso rei Manassés restaurou o culto aos exércitos dos céus (as estrelas) em Judá (2 Rs 21.3).

Nos cultos idólatras do Antigo Testamento ainda se praticavam:

• a hepatoscopia, conhecida também como rabdomancia, ou haruspicação — estudo das entranhas do animal (Ez 21.21);

• a necromancia — consulta aos mortos (Dt 18.11; Is 8.19), uma prática comum até hoje;

• a hidromancia — adivinhação por meio de água e um copo de cristal (Gn 44.5,15).

3. A IDOLATRIA NO NOVO TESTAMENTO

A lei do segundo mandamento fala sobre fazer ídolos e prostrar-se diante deles, o que significa adorá-los (adorar, no hebraico, 'abad = servir, servir com trabalho). 
A adoração, no entanto, é devida única e exclusivamente a Deus. O diabo a quis para si (Is 14.13; Ez 28.17; Mt 4.9), mas, como não foi capaz de arrancá-la de Deus, criou uma forma de desviá-la para si, por intermédio dos ídolos.

3.1.   Os primeiros missionários e a idolatria

Há inúmeros exemplos de idolatria no Antigo Testamento, quer pela adoração aos deuses Baal, Astarote, Dagom, Neus-tã, Asera, Adrameleque, Camos, Malcã, Meni, Merodaque, Mil-com, Moloque, Nebo, Nergal, Nibaz, Niroque, Reftã, Rimon, Sátiro, Sicute, Tamuz e Tartaque. No Novo Testamento, a seu termo, encontramos vários relatos de idolatria nos países e povoados visitados pelos primeiros missionários.

Quando Paulo chegou a Atenas, a terra dos filósofos, ficou irritado ao ver a cidade entregue à idolatria (At 17.16). Em seu discurso, o apóstolo chamou os gregos de supersticiosos (At 17.22). Em Éfeso, ele promoveu uma limpeza de ídolos na cidade. Os novos convertidos amontoaram na praça os livros de magia que compunham o seu acervo idólatra, queimando--os publicamente (At 19.18,19).

Em Listra, Paulo e Barnabé oraram por um homem leso dos pés e ele foi curado. Empolgada com o milagre, a multidão presente decidiu prestar culto aos servos de Deus. Como era devota dos astros, entendeu que Paulo era o deus Mercúrio, e Barnabé, o deus Júpiter. Assim, promoveram, imediatamente, uma festa com touros para serem sacrificados em louvor deles e grinaldas para decorar o ambiente religioso. Os apóstolos, no entanto, não aceitaram aquele ato (At 14.6-20).

3.1.1. Outros tipos de idolatria

A idolatria religiosa não se manifesta exclusivamente por meio de imagens de deuses e de santos. A Bíblia fala de outros tipos de idolatria. Paulo a situa no mesmo contexto da sensualidade e da avareza (Ef 5.5; Cl 3.5). Isso inclui a admiração pessoal excessiva (narcisismo); a devoção às propriedades e o culto à personalidade.

3.2. A Igreja e o combate à idolatria

A lei divina proíbe não apenas o fazer, mas o prostrar-se diante dos ídolos (Êx 20.5); contudo, vivemos em um país diverso em crenças e religiões, fruto da miscigenação que deu origem à população brasileira (africanos, europeus e ameríndios etc.). A despeito da fé cristã, a pluralidade está presente no nosso cotidiano e é preciso sabedoria para lidar com essa situação. A tolerância e o respeito são importantes para o diálogo e para a convivência coletiva pacífica. Atentemos, pois, à recomendação paulina: Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um (Cl 4.5,6).

CONCLUSÃO
Quando Paulo disse, em sua primeira carta aos coríntios, que o ídolo nada é (1 Co 8.4), ele estava querendo dizer que não havia divindade alguma nele. Fabricar imagens de pau, pedra, barro ou metal — e venerá-las — constitui-se em um ato de ofensa contra Deus, que não pode aceitar ser comparado a um objeto manipulável por mãos humanas.

A idolatria constitui-se na vã tentativa de controlar a divindade. A idolatria leva o homem para o grosseiro caminho das crendices e superstições. A idolatria não traz qualquer benefício às gentes, antes as amaldiçoa (Dt 27.15). Por fim, a idolatria contraria o que mais agrada a Deus: a fé (Hb 11.6).

Como discípulos do Mestre, portanto, precisamos revelar ao mundo, em amor e por meio de uma vida verdadeira, sincera e honesta, que só há um caminho: Jesus (Jo 14.6).

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Quais são as duas proibições do segundo mandamento quanto às imagens?
R.: Não fazer, não se prostrar diante delas.
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